tecnomagia

Coletando histórias

Archive for January, 2008

Cassandras - metasubcibertrans

Posted in Uncategorized on January 21st, 2008

Cassandras - metasubcibertrans

… não esquecer que a metasubcibertrans é um processo, ela já está diferente, foi feita aqui na bananeiras o ritual de ciberpsicomagia, onde ela já estava diferente, comendo o computador, e agora virou instalação (só a roupa) pendurada no meio das bananeiras, com mais fios e mais mouses, mas agora já não respeitando muito a ordem do corpo…

Timóteo

Posted in Uncategorized on January 19th, 2008

(19:27:02) glerm: A geração baby-boom cresceu num mundo eletrônico (de 1960 a 1970), de ligar e sintonizar telas de TV e de computadores pessoais. Os Cyberpunks, crescendo nos anos 80 e 90, desenvolveram novas metáforas, rituais, e estilos de vida para lidar com o universo da informação. Mais e mais de nós estão se tornando xamãs de fuzzy-logic e alquimistas digitais. Os paralelos entre a cultura dos alquimistas e dos adeptos cyberpunks de computadores são muitos. Ambos empregam conhecimento de um arcano oculto desconhecido pela população em geral, com símbolos secretos e palavras de poder. Os “símbolos secretos” compõem a linguagem dos computadores e matemática, e as “palavras de poder” instruem sistemas operacionais para realizarem tarefas hercúleas. Conhecendo o preciso código de um programa digital permite que ele seja conjurado à existência, transcendendo assim o trabalho muscular ou a pesquisa mecânica. Ritos de iniciação e aprendizado são comuns a ambos. “Feitos psíquicos” de telepresença e ação a distância são realizados pela escolha de uma opção no menu. Jovens alquimistas digitais têm ao seu dispor ferramentas de inteligência e poder inimagináveis pelos seus predecessores. Telas de computador são espelhos mágicos, apresentando realidades alternativas nos vários graus de abstração ao controle (invocação) do alquimista. O mouse ou caneta da mesa digitalizadora são o bastão, controlando o fogo do monitor e amplificando a força criativa do operador. Discos rodopiantes, drives, são os pentáculos, inscritos com símbolos complexos, tabelas terrestres a receber a entrada do “ar,” resultante da impressionante velocidade da eletricidade intelectual dos circuitos da CPU. Os chips RAM são literalmente, os buffers (”piscinas buffer”), a água, o elemento passivo capaz somente de receber e retransmitir a informação, a refletindo. Programação visual iconográfica é um Tarô, o sumário pictórico de todas as possibilidades, ativado para adivinhação pela justaposição e influência mútua. É uma Tabela Periódica de possibilidades, a forma ocidental do I Ching oriental. Linguagens de programação tradicionais, orientadas por palavras - FORTRAN, COBOL, e o resto, são uma forma primitiva degenerada desses sistemas universais, grimórios de corporações orientadas para o lucro. Bancos de dados detalhados da atividade de sistemas operacionais formam os registros Akashicos numa escala microscópica. Num nível macroscópico, esta é a “rede mundial” de conhecimentos, a rede mundial de hipertexto, próxima de ser alcançada pela capacidade de armazenamento do CD-ROM e a transmissão de dados por fibra ótica - a “matriz” ciberespacial de William Gibson. Transmutação pessoal (o êxtase do “hack derradeiro”) é um objetivo velado de ambos os sistemas. O satori da comunicação harmoniosa homem-computador resultante do regresso infinito os metaníveis de auto-reflexão é a recompensa pela conceitualização e execução perfeita das idéias. A Universalidade do 0 e do 1 através da magia e da religião - yin e yang, yoni e lingam, copa e bastão - é manifestada hoje em dia por sinais digitais, os dois bits por trás da implementação de todos os programas do mundo em nossos cérebros e em nossos discos operacionais. Esticando um pouquinho, mesmo a mônada, símbolo da mudança e do tao, lembra visualmente um 0 e um 1 sobrepostos pela ação centrífuga da velocidade sempre maior da rotação da própria mônada, curvando sua linha central.
(19:27:26) glerm: (Timothy Leary)

PS achei depois publicado no rizoma.

Pirex » Estão apelando pro misticismo

Posted in Uncategorized on January 15th, 2008

Pirex » Estão apelando pro misticismo
Deu na Folha online:

Diante deste panorama [do alto índice de pirataria], o presidente nacional do conselho [nacional de combate a pirataria], Luiz Paulo Barreto, negocia com emissoras de televisão a inclusão, em uma novela, de um personagem que, por conta de usar piratas, será a encarnação do azar.

via Leo Germani

Pior do que misticismo, estão apelando pra ficção e o que carrega de simbólico.

Se vale-se vale?

Posted in Uncategorized on January 14th, 2008

(01:48:55) glerm: acho que da pra considerar isso tecnomagia?
(01:48:59) glerm: http://organismo.art.br/blog/?p=2453

Pensando em escrever uma história que vale-se e vela-se as penas
que conta-se a total impossibilidade do cabeça de sapiens
em fugir das cordas de uma suposta existência puxada por alguma gravidade maior de tudo,
um pouco antes de adormecer eu imaginava esse alguém olhando pro céu
tentando traçar rotas entre os pontos luminosos do espaço sombrio.

(… mais lá)

E ainda por chate:

(01:54:16) fff: ontem eu não dormi direito
(01:54:26) fff: pensando em escrever uma história
(01:54:31) fff: que tem me assombrado há tempos
(01:54:39) fff: e tem sido cortada desde sempre
(01:54:47) fff: porque eu fico pensando se vale a pena ou não vale a pena
(01:54:53) fff: e aí fodeu
(01:55:12) fff: porque também começo a pensar, se vale a pena, como fazer pra mostrar que vale a pena
(01:55:26) fff: e a pretensão enrijece e a história brocha
(01:55:36) fff: hoje tenho hojas y hojas de caderno rabiscada
(01:55:45) fff: mas a história sempre me aparece na madrugada
(01:56:02) fff: e é linda e me fascina e não me deixa dormir
(01:56:17) fff: e é tão boa que nem meu caderno nem o computador eu quero pegar
(01:56:22) fff: mas de manhã tudo se foi
(01:56:27) fff: sõ fica a lembrança vaga
(01:56:36) fff: e as palavras se esvaíram e esvaziaram
(01:56:43) fff: evanesceram
(01:56:58) fff: hoje passei o dia cansado
(01:57:02) fff: porque a história ontem tava boa
(01:57:16) fff: e há pouco numa biblioteca um parágrafo saiu
(01:57:27) fff: em um par de anos eu consigo escrever uma história
(01:57:38) fff: resta saber se já comecei ou se ainda estou pra começar


(01:57:54) fff: mas em resumo
(01:57:58) fff: acho que sim

Blavatsky

Posted in Uncategorized on January 13th, 2008

Um pouco mais de ceticismo na mistura.

» De risas con Madame Blavatsky - deUgarte.com

Chesterton repite varias veces en Herejes que quien ya no cree en Dios cree en cualquier cosa y esa cualquier cosa ha sido ampliamente provista en los últimos 140 años por una corriente de esoterismo sincrético charlatán que bajo varios avatares (espiritismo, Teosofía, New Age) ha creado y recreado, una y otra vez, apoyándose en la figura del gurú occidental los relatos demenciales de Madam Blavatsky y sus epígonos.
(…)
Siempre aburrieron. Ahora agobian. Para desengrasar nada mejor que El mandril de Madame Blavatsky, un libro que llevaba agotado bastante tiempo tanto en español como en inglés y que ahora he descubierto descargable en pdf.

O capitalismo como religião

Posted in Uncategorized on January 13th, 2008

Dica do Mbraz na lista metarec: Entrevista com Michael Löwy

Em que medida o sr. compartilha a percepção de Walter Benjamin de que o capitalismo é uma religião?

Em O Capital, Marx comparava o capitalismo a uma religião. As mercadorias são percebidas como ídolos, que têm vida própria e decidem o destino dos homens. Esse argumento foi utilizado pelos teólogos da libertação, como Hugo Assmann, Franz Hinkelammert, Jung Mo Sung, para desenvolver uma crítica radical do capitalismo como religião idólatra. A teologia do mercado, de Thomas Malthus ao último documento do Banco Mundial, é ferozmente sacrificial: exige que os pobres ofereçam suas vidas no altar dos ídolos econômicos. Walter Benjamin, ao escrever sobre isso em 1921, não havia lido O Capital. Ele se inspira no sociólogo Max Weber para analisar o caráter cultual do sistema. Na religião capitalista, a cada dia se vê a mobilização do sagrado, seja nos rituais na Bolsa, seja nas empresas, enquanto os adoradores seguem com angústia e extrema tensão a subida ou a descida das cotações. As práticas capitalistas não conhecem pausa, dominam a vida dos indivíduos da manhã à noite, da primavera ao inverno, do berço ao túmulo.

Tirei o monte de negrito que tinha no meio do parágrafo…

O mago e o cientista

Posted in Uncategorized on January 9th, 2008

E já que esbarrei no Eco no post anterior, resolvi ler o outro link que tinha coletado e deixado pra depois, uma transcrição de um pedaço do que ele falou em uma conferência para cientistas em Roma. Dá uma boa cutucada na ciência vista vulgarmente como mágica, longe de considerar isso um elogio. Consigo concordar com ele nessa crítica às caixas pretas de causa e efeito - não seria um metarecicleiro se não concordasse - mas meu interesse atual é justamente sobre como usar esse pensamento mágico pra desconstruir a alienação gerada magicamente em relações de causa-efeito-sem intermédios. Como usar os monolitos pra atrair as pessoas para o que tem dentro dos monolitos.

El mago y el científico, U. Eco

¿Qué era la magia, qué ha sido durante los siglos y qué es, como veremos, todavía hoy, aunque bajo una falsa apariencia? La presunción de que se podía pasar de golpe de una causa a un efecto por cortocircuito, sin completar los pasos intermedios. Clavo un alfiler en la estatuilla que representa al enemigo y éste muere, pronuncio una fórmula y transformo el hierro en oro, convoco a los ángeles y envío a través de ellos un mensaje.

La magia ignora la larga cadena de las causas y los efectos y, sobre todo, no se preocupa de establecer, probando y volviendo a probar, si hay una relación entre causa y efecto. De ahí su fascinación, desde las sociedades primitivas hasta nuestro renacimiento solar y más allá, hasta la pléyade de sectas ocultistas omnipresentes en Internet.

La confianza, la esperanza en la magia, no se ha desvanecido en absoluto con la llegada de la ciencia experimental. El deseo de la simultaneidad entre causa y efecto se ha transferido a la tecnología, que parece la hija natural de la ciencia. ¿Cuánto ha habido que padecer para pasar de los primeros ordenadores del Pentágono, del Elea de Olivetti tan grande como una habitación (los programadores necesitaron ocho meses para preparar al enorme ordenador y que éste emitiera las notas de la cancioncilla El puente sobre el río Kwai, y estaban orgullosísimos), a nuestro ordenador personal, en el que todo sucede en un momento?

La tecnología hace de todo para que se pierda de vista la cadena de las causas y los efectos. Los primeros usuarios del ordenador programaban en Basic, que no era el lenguaje máquina, pero que dejaba entrever el misterio (nosotros, los primeros usuarios del ordenador personal, no lo conocíamos, pero sabíamos que para obligar a los chips a hacer un determinado recorrido había que darles unas dificilísimas instrucciones en un lenguaje binario). Windows ha ocultado también la programación Basic, el usuario aprieta un botón y cambia la perspectiva, se pone en contacto con un corresponsal lejano, obtiene los resultados de un cálculo astronómico, pero ya no sabe lo que hay detrás (y, sin embargo, ahí está). El usuario vive la tecnología del ordenador como magia.

Podría parecer extraño que esta mentalidad mágica sobreviva en nuestra era, pero si miramos a nuestro alrededor, ésta reaparece triunfante en todas partes. Hoy asistimos al renacimiento de sectas satánicas, de ritos sincretistas que antes los antropólogos culturales íbamos a estudiar a las favelas brasileñas; incluso las religiones tradicionales tiemblan frente al triunfo de esos ritos y deben transigir no hablando al pueblo del misterio de la trinidad y encuentran más cómodo exhibir la acción fulminante del milagro. El pensamiento teológico nos hablaba y nos habla del misterio de la trinidad, pero argumentaba y argumenta para demostrar que es concebible, o que es insondable. El pensamiento del milagro nos muestra, en cambio, lo numinoso, lo sagrado, lo divino, que aparece o que es revelado por una voz carismática y se invita a las masas a someterse a esta revelación (no al laborioso argumentar de la teología).

Eco - IBM vs. Mac

Posted in Uncategorized on January 9th, 2008

Um post no deugarte retoma um texto do Umberto Eco que eu já tinha lido há um tempo e tem a ver com o papo de tecnomagia. Sim, hoje em dia (o texto é de 1994) é tudo diferente: Mac OS tem linha de comando, windows não tem mais prompt. E o Gnu/Linux é coisa de tecnomagxs ;) Mas as analogias são interessantes.
Eco - “Writings: IBM vs. Mac”

The fact is that the world is divided between users of the Macintosh computer and users of MS-DOS compatible computers. I am firmly of the opinion that the Macintosh is Catholic and that DOS is Protestant. Indeed, the Macintosh is counter-reformist and has been influenced by the ratio studiorum of the Jesuits. It is cheerful, friendly, conciliatory; it tells the faithful how they must proceed step by step to reach — if not the kingdom of Heaven — the moment in which their document is printed. It is catechistic: The essence of revelation is dealt with via simple formulae and sumptuous icons. Everyone has a right to salvation.
DOS is Protestant, or even Calvinistic. It allows free interpretation of scripture, demands difficult personal decisions, imposes a subtle hermeneutics upon the user, and takes for granted the idea that not all can achieve salvation. To make the system work you need to interpret the program yourself: Far away from the baroque community of revelers, the user is closed within the loneliness of his own inner torment.
You may object that, with the passage to Windows, the DOS universe has come to resemble more closely the counter-reformist tolerance of the Macintosh. It’s true: Windows represents an Anglican-style schism, big ceremonies in the cathedral, but there is always the possibility of a return to DOS to change things in accordance with bizarre decisions: When it comes down to it, you can decide to ordain women and gays if you want to.
Naturally, the Catholicism and Protestantism of the two systems have nothing to do with the cultural and religious positions of their users. One may wonder whether, as time goes by, the use of one system rather than another leads to profound inner changes. Can you use DOS and be a Vande supporter? And more: Would Celine have written using Word, WordPerfect, or Wordstar? Would Descartes have programmed in Pascal?
And machine code, which lies beneath and decides the destiny of both systems (or environments, if you prefer)? Ah, that belongs to the Old Testament, and is talmudic and cabalistic. The Jewish lobby, as always….

Imersão

Posted in Uncategorized on January 9th, 2008

Fabi Borgess manda ver um belo texto que escreveu com Marc Etlin: Processos Imersivos e Reciclagens de Singularidades. Lá do meio, saquei esse trechinho:

Imergir ativamente num ambiente, ou criar um ambiente para imersão é trabalho de feiticeiro. É magia. E nosso trabalho se baseia muito em pressupostos mágicos, xamânicos e em técnicas de intensificação de consciência, porém sem nenhum vínculo transcendente/religioso. A mistura dos diversos rítmos somados aos atributos locais são suficientes para essa mudança de frequência, mas pode-se ir mais longe nessa intensificação. Podemos entender ambientes no seu sentido macro ou micropolítico, pode ser tanto uma ocupação sem teto, uma pequena associação de lavadeiras cantoras ou uma cidade como o Rio de Janeiro. O local não está confinado na geografia, há também os espaços públicos da linguagem, da subjetividade, os espaços virtuais, as redes sociais, em última instância, tudo o que está ou que devêm.

Tentei comentar direto no multiply, ele me pediu pra logar. Nem lembro se sou cadastrado lá, mas não gostei, lanço o comentário aqui:

demorei mas li. tá bonito. tem alguma coisa que me pega ali onde fala de modulação e amplificação, mas talvez eu tome esses termos de uma maneira técnica demais e aí me soa meio meiodemassa demais: modula, amplifica, transmite e na real não interessa quem ouve. eu acho que essas imersões tem a onda de não aspirarem pela amplificação e transmissão (que podem até acontecer sem querer), mase estarem muito mais na onda de criar possíveis harmonias instáveis. acho que é isso: pra mim parece mais harmonia caótica, negociada a todo instante, do que modulação (que pra mim, insisto, é só o processo de mudança de estado - onda física / onda elétrica / onda eletromagnética).
submersivxs juntxs ;)

Enigmas

Posted in Uncategorized on January 2nd, 2008

Los Orígenes de la Alquimia, M.Berthelot (1885)

Era un deber religioso hablar con enigmas, pues el filósofo dijo: “Los dioses se sienten celosos de lo que los hombres escriben”. De ahí un simbolismo y alegoría constante que han devenido indescifrables (suponiendo que hayan tenido jamás un sentido científico), y una falta de explicaciones verbales por las cuales se les pudiese completar.


FireStats icon Produzido pelo FireStats