tecnomagia

Coletando histórias

Archive for December, 2007

El Aleph

Posted in Uncategorized on December 27th, 2007

Jorge Luis Borges, El Aleph, Alianza Editorial 1997, pp. 196-199

(…) [el nombre del Aleph], como es sabido, es el de la primera letra del alfabeto de la lengua sagrada. Su aplicación al disco de mi historia no parece casual. Para lá Cábala, esa letra significa el En Soph, la ilimitada y pura divinidad; también se dijo que tiene la forma de um hombre que señala el cielo y la terra, para indicar que el mundo inferior es el espejo y es el mapa del superior; para la Mengenlehre, es el símbolo de los números transfinitos, en los que el todo no es mayor que alguna de las partes. (…) Los fieles que concurren a la mezquita de Amr, en el Cairo, saben muy bien que el universo está en el interior de una de las columnas de piedra que rodean el patio central… Nadie, claro está, puede verlo, pero quienes acercan el oído a la superfície, declaram percibir, al poco tiempo, su atareado rumor… La mezquita data del siglo VII; las columnar proceden de otro templos de religiones anteislámicas, pues como ha escrito Abenjaldún: “En las repúblicas fundadas por nómadas es indispendable el concurso de forasteros para todo lo que sea albañilería”.

La escritura del Dios

Posted in Uncategorized on December 27th, 2007

Jorge Luis Borges, El Aleph, Alianza Editorial 1997, p. 135

(…) Una noche sentí que me acercaba a un recuerdo preciso; antes de ver el mar, el viajero siente una agitación en la sangre. Horas después, empecé a avistar el recuerdo; era una de las tradiciones del dios. Éste, previendo que en el fin de los tiempos ocurrirían muchas desventuras y ruinas, escribió el primer día de la Creación una sentencia mágica, apta para conjurar esos males. La escribió de manera que llegara a las más apartadas generaciones y que no la tocara el azar. Nadie sabe en qué punto la escribió ni con qué caracteres, pero nos consta que perdura, secreta, y que la leerá un elegido. Consideré que estábamos, como siempre, en el fin de los tiempos y que mi destino de último sacerdote del dios me daría acceso al privilegio de intuir esa escritura. El hecho de que me rodeara un cárcel no me vedaba esa esperanza; acaso yo había visto miles de veces la inscripción de Qaholom y sólo me faltaba entenderla.

Cybermonge

Posted in Uncategorized on December 27th, 2007

Falando com o Estraviz, descobri que ele republicou o cybermonge no tzatziki. Lá nos idos de 2001, isso me inspirou bastante.

Para cada música um iluminado. Cada dança uma exaltação. Cada festa, um solstício. Para que todos os links caóticos comprovem o único. E que a energia universal alimente e despegue. Que as sinapses fortaleçam as cordas. Que as preces sejam música. Que as pedras sejam deuses, as árvores anjos, os prédios belos e os quadros brancos.

(atualizando) e também não tinha me ligado que o blog cybermonge continua no ar! valeu o link, estraviz!

Conversando com a Fabi Borges

Posted in Uncategorized on December 26th, 2007

Agora há pouco no chate:

(20:17:26) fabi borges: fiz uma em sampa (…) com galera de aids e moradores de rua, pedi que colocassem num papel uma situação de vulnerabilidade (risco) pra eles, depois de ler alguns, entrei na sala com todas as vulnerabilidades numa bacia de alumínio olhei pra eles e coloquei fogo, o fogo foi tomando o projetor, e as vulnerabilidades queimando, um mal estar, uma dúvida, operei com os códigos de cada um sem assinatura e depois a terra encima e as velas verdes e vermelhas de exu, o orixá sem teto…
(20:18:04) fff: xamanizou o tabu
(20:18:09) fabi borges: os símbolos são muito importantes, mas não podemos ser fiéis demais
(20:18:11) fabi borges: é
(20:18:13) fabi borges: ahaha
(20:19:04) fabi borges: minha pesquisa “pedagógica” pra trampar com grupos tenta isso, e o metareciclagem assim como outros grupos, é fonte de inspiração/açào/pensamento
(20:19:04) fff: tem essa onda na metareciclagem
(20:19:08) fff: de uma desconstrução
(20:19:11) fff: mas que perde um pouco o sentido
(20:19:20) fff: ou o porquê
(20:19:24) fff: fica a desconstrução em si
(20:19:57) fabi borges: pois é, a plantação das ruínas é uma saída…
(20:21:21) fff: outra é estetizar a desconstrução
(20:21:28) fff: pensando no papel do mito
(20:21:39) fff: transcendência, permanência de culturas, etc.
(20:21:47) fff: e criar ficção multidimensional
(20:22:08) fff: com aqueles valores que a gente defende racionalmente entremeados em universos ficcionais
(20:22:23) fff: humanismo
(20:22:26) fff: colaboração
(20:22:35) fabi borges: pois é…
(20:22:42) fff: desconstrução da caixa preta e da linguagem e dos préconceitos
(20:23:22) fabi borges: a ficção como um fino ar que aguça o faro e coloca a criatividade pra funcionar…
(20:24:25) fabi borges: o que a gente quer afinal é que se amplie as linhas conectivas tanto com o universo criativo quanto aquele outro, que a religião por tanto tempo controla mas que é uma capacidade humana, a do estado ampliado de consiexistencia

Nox

Posted in Uncategorized on December 26th, 2007

E quando eu publiquei no efeefe que ia agregar os posts do blog tecnomagia, “nox” mandou um comentário com esse link. É no domínio (por duas vezes escrevi e deletei “domónio”, um ato falho sugestivo…) do site do mojo, o que me deixa ainda mais interessado. Mas por algum motivo que ainda não entendi (uma das hipóteses é meu nível etílico uma dessas noites), o comentário sumiu do drupal véio. Sorte que guardei o linque aqui nos buquimarques do meu Opera véio, que aliás não se dá bem com esses editores wysiwyg de blogue.
Olhaí:

Profetas loucos mentirosos crédulos todos nenhum: esculpindo megálitos caóticos, dando forma ao incognoscível, utilizando crenças como cinzéis. Jeovás-Playmobil criando bezerros de ouro & anciões barbudos & homens-em-jalecos-brancos (apontando e gritando ‘ali está a verdade!’, ‘aqui está a mentira!’). Estamos aqui porque somos feios. Não admitimos controle. Danem-se os vizinhos, gostamos de escutar música bem alta, de madrugada, sapateando na janela. Dane-se Freud, queremos pilhas de amantes em camas forradas com linho, sangue e ferrugem. Dane-se Lombroso, não queremos ninguém analisando nossos crânios cheios de imperfeições. Danem-se Deus e o Diabo, queremos sodomizar anjos assexuados enquanto Dante nos mostra o terceiro círculo. Danem-se a tradição, a família e a propriedade: queremos a ruptura, a tribo e o comunal. Dane-se quem nos sorri, queremos fazer caretas. Danem-se os carros, estamos indo a pé.

Inalambrico

Posted in Uncategorized on December 23rd, 2007

Deus eh wifi

Ritual Ciberpsicomágico

Posted in Uncategorized on December 23rd, 2007

Já passou, mas vai aqui de registro o convite que recebi da Fabi Borges:

RITUAL CIBERPSICOMÁGICO

PARA CONTACTAR O ESPÍRITO DE UM COMPUTADOR MORTO

Os atos psicomágicos equivalen a construir sonhos na realidade. Se estas coisas não sucedem, temos que fazer que sucedam. (Alejandro Jodorowsky)

De repente e sem explicação nenhuma o computador de Dariush morreu. Ele ficou muito frustrado. É difícil essa relação entre seres humanos e computadores – neuroses, má postura, lesão por esforço repetitivo (LER), dependência mútua. Nada de carne para tocar.

Dariush chamou quatro ciberpsicomágicos - e a metasubcibertrans - para fazer um ritual de enterramento do computador - e um chamamento coletivo por sua memória e imagem. O ritual usa música, efeitos visuais, menmônicos e imagéticos para acelerar o processo energético.

A Ciberpsicomagia consiste na desneurotização e reconciliação entre seres de carne e ciberseres a partir de técnicas rituais mágicas sem nenhum vínculo supersticioso e ideológico. A problemática: como podemos construir relações que superem a lógica e imanentizem-se nos atos poéticos fazendo parceria com os assim chamados seres lógicos? É certo que os computadores não sonham? hum zero hum zero hum hum hum zero zero hum hum hum. É um mantra.

Esse ritual é a primeira aparição pública do grupo CPM-I – CiberPsicoMagia-Internacional.

Por ser um ritual, acontecera pontualmente à meia noite. Durante a festa das Bananeiras da Sexta, 21/12.

eSpaço bAnaneiras

21h até …???

sexta-feira 21/12/2007

pizza, vinho, drinks, vídeos eróticos, performances

videos projeto orelhão

vídeos de performance e política (Instituto Hemisférico NYU)

meianoite – ritual ciberpsicomagia

Dj Marc Etlin (NY) Dj Amaral (RJ)

improvisações experimentações

traga sua idéia para a próxima sexta … vc é bem-vind@

Ladeira do Castro 209. perto Largo Guimarães

Santa Teresa, RJ

Simondon

Posted in Uncategorized on December 8th, 2007

No chat com o Novaes falando sobre Simondon.

(19:56:06) Thiago Novaes: c’est à dire une science inductive des schèmes techniques, de leurs genèse, de leurs relations, de leurs rapports aux hommes. Mais pour Simondon cette Technologie ne prend pas assez en compte les modes de pensées et d’êtres-au-monde non techniques (la magie, la religion, l’esthétique).
(19:56:23) fff: traduz pra eu
(19:56:24) fff: ;)


(19:59:02) Thiago Novaes: uma ciencia indutiva de esquemas tecnicos, sua genese e suas (entre)relacoes e em relacao aos humanos. Mas para simondon essa tecnologia nao leva em conta suficientemente os modos de pensamento e de existencia no mundo (magia, religiao, estetica).

Feitiçaria

Posted in Uncategorized on December 5th, 2007

Por Hakim Bey, pedaço do “Caos”, publicado no CMI:

FEITIÇARIA
(…) Feitiçaria: o cultivo sistemático de uma consciência aprimorada ou de uma percepção incomum & sua aplicação no mundo das ações & objetos a fim de se conseguir os resultados desejados.

(…)Não, não se trata de entortar colheres ou fazer horóscopos, não é a “Aurora Dourada” nem um xamanismo de brincadeira, projeção astral ou uma Missa Satânica – se você quer mistificação, procure as coisas reais, bancos, política, ciência social – não esta baboseira barata da Madame Blavatsky.

A feitiçaria funciona criando ao redor de si um espaço físico/psíquico ou aberturas para um espaço de expressão sem barreiras – a metamorfose do lugar cotidiano numa esfera angelical. Isso envolve a manipulação de símbolos (que também são coisas) & de pessoas (que também são simbólicas) – os arquétipos fornecem um vocabulário para esse processo & portanto, são tratados ao mesmo tempo como reais & irreais, como as palavras. Ioga da Imagem.

O feiticeiro é um Autêntico Realista: o mundo é real – mas a consciência também o deve ser, já que seus efeitos são tão tangíveis. Um obtuso acha que até mesmo o vinho não tem gosto, mas o feiticeiro pode se embriagar simplesmente olhando para a água. A qualidade da percepção define o mundo do inebriamento – mas, sustentá-lo & expandi-lo, para incluir os outros, exige um certo tipo de atividade – feitiçaria.

A feitiçaria não infringe nenhuma lei da natureza porque não existe nenhuma Lei Natural, apenas a espontaneidade da natura naturans, o Tao. A feitiçaria viola as leis que procuram deter se fluxo – padres, reis, hierofantes, místicos, cientistas & vendedores consideram a feitiçaria uma inimiga porque ela representa uma ameaça ao poder de suas charadas & à resistência de sua teia ilusória.

Um poema pode agir como um feitiço & vice-versa – mas a feitiçaria recusa-se a ser uma metáfora para uma mera literatura – ela insiste que os símbolos devem provocar incidentes assim como epifanias particulares. Não é uma crítica, mas um refazer. Ela rejeita toda escatologia & metafísica da remoção, tudo que é apenas nostalgia turva & futurismo estridente, em favor de um paroxismo ou captura da presença.

Incenso & cristal, adaga & espada, certo, túnicas, rum, charutos, velas, ervas como sonhos secos – o garoto virgem com olhar fixo num pote de tinta – vinho & haxixe, carne, iantras & rituais de prazer, o jardim de huris & sagüis – o feiticeiro escala essas serpentes & escadas até o momento totalmente saturado por sua própria cor, em que montanhas são montanhas & árvores são árvores, em que o corpo torna-se eternidade & o amado torna-se vastidão.

(…)

Tecnomago

Posted in Uncategorized on December 4th, 2007

Conclave Comic Shop e Editora - Crônicas da 7a Lua - Tecnomago

O tecnomago é um conjurador diferente dos demais, utilizando magias através de artefatos de sua criação ao invés da invocação instantânea de seus efeitos. Os tecnomagos acreditam que a magia deve ser de livre acesso, e não apenas uma ferramenta para os talentosos ou dotados, e para conseguir essa realização, a mesclaram com a emergente tecnologia que surgia. Os tecnomagos já marcaram sua presença em Isaldar, e muitos reinos e nações já se encontram dependentes de seu ofício.

Características: A principal característica de um tecnomago é seu gosto pelo estudo e pelas fórmulas. Entre si, eles formam um grupo competitivo que busca tanto a glória pessoal quanto o desenvolvimento de sua sociedade. Costumam ser bastante excêntricos, alguns reclusos em seus laboratórios, em busca da invenção do século, enquanto outros vivem em campo, testando novos modelos e desígnios de seus equipamentos – algumas vezes com resultados abaixo do satisfatório, para a amargura dos que se encontram a sua volta.

Os tecnomagos são capazes de criar aparelhos incríveis, com as mais diversas capacidades, para uso próprio ou de outros personagens. Eles sempre carregam muito equipamento, especialmente kits de ofícios e materiais alquímicos de sua própria fabricação.

História: Os tecnomagos são recentes na história de Isaldar.

(…)


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