sublogia

um prefixo e um sufixo. sem meio termo…

efeefe

Posted by paje on February 7th, 2008

ja que o efeefe é o único que lê esses posts, escrevi um relato do dia que supostamente o conheci; lógico que com o cássio como interlocutor, o que deixa a história mais engraçada….

a primeira vez que vi o ff, foi no sesc pompéia, em sampa. Era um período onde as pessoas estavam conhecendo várias outras pessoas, sabia-se o nome, mas nao reconhecia-se a cara. como um breve outono da anarquia era um período que parecia que tudo estava acontecendo. meus amigos falavam de varias coisas interessantes, a curva era acendente, mas não deixava de ser uma curva.

a gente tinha feito uma semana de trampo no fórum cultural mundial, uma das experiências mais loucas que eu ja tive. terminado o trampo, a gente foi pruma festa no sesc, coisa de artista, entrada franca, gente descolada, tudo aquilo…..

a gente ia inclusive fazer uma performance. a idéia era passar o video que o glauber fez no enterro do di cavalcanti (proibido pela familia dele de ser veiculado) sobrepondo vários audios caóticos em cima. coisa de artista politizado dos primeiros anos do sec xxi. era uma sensação louca, pq até uns 3 anos atras a gente tava só correndo nuns buracos pra dar oficina de radio livre, ralando pela muda e etc. A internet e o FSM mudaram muita coisa (não necessariamente pra melhor, aliás muito pelo contrário).

Daí, cerveja na mão, olhando pra algum performer que se apresentava com um molho de alface na cabeça, recebo um puta tapa nas costas, deixando cair uns golinhos no chão. Olhei pra tras e vi o Cássio, ele abriu aquele sorrisão bobo, mas muito querido, também cerveja na mão, e disso algo do tipo “olha quem tá aqui !!!!”

ele olha pro lado, como se me apresentasse com os olhos aquela figura que eu tinha certeza que nunca tinha visto antes. E tinha certeza que o figura também nunca tinha me visto.

num rompante de polidez, estendi minha mão, ele tambem estendeu, nos comprimentamos com um “prazer, hein” e olhamos, ambos de volta pro Cássio. Ele, entendendo que havia algo errado, voltou-se de novo pra mim e falou, “o éfeéfe !!!, das listas de email !!!” Timidamente eu comentei que nao o conhecia, mas sabia das tais listas de email, devia ser aquele lance do ministério da cultura, que enfiaram um monte de gente e andam dizendo que vai ser ducaralho quando rolar.

Afinal, fiquei pensando depois que ja devia ter visto ele, no galpão daquele shopping, na sub prefeitura de Hermelino matarazzo, ou em outro lugar.

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acontecimento, por la salvia

Posted by paje on February 7th, 2008

(16:50:35) pajé: vai me escaldar ?
(16:51:03) andre luis la salvia: acontecimento é aquilo que se furta ao fixo
(16:51:29) andre luis la salvia: por isso o exemplo do acontecimento da alice crescendo: maior do que era, menor do que será
(16:51:34) pajé: certo

(16:51:48) pajé: devir, basicamente
(16:51:37) andre luis la salvia: o teu texto trás a idéia
(16:52:41) andre luis la salvia: sim devir, mas ontologicamente significa que deleuze vai até os estóicos porque ele acha que não precisa da proposição ” a folha é verde” mas sim a folha verdeja
(16:53:05) pajé: certo, as ideias sobem a superficie….
(16:53:18) andre luis la salvia: ou seja, em vez do é isso, é aquilo, a potencia de todos os verbos, todos os verbos e não somente o é
(16:53:58) andre luis la salvia: todos os verbos, multiplicidade, e a multiplicidade implica uma superficie sem profundidade
(16:54:13) pajé: o que quero dizer é o lance da subversão da filosofia, do pensamento sobre algo
(16:55:32) pajé: é na verdade uma maneira de alterar uma lógica filosófica, partir do principio da multiplicidade, anonimato; devir ao invés de fixações, nomeações e identificações, certo ?
(16:55:44) andre luis la salvia: certo
(16:56:01) andre luis la salvia: porém, um devir sempre tende a sedentarização

(16:56:37) andre luis la salvia: qual é o dia seguinte da revolução? deleuze se pergunta
(16:56:09) pajé: hummm
(16:56:20) pajé: a não ser que ?
(16:56:51) pajé: levante x revolução
(16:56:57) andre luis la salvia: e o dia seguinte não tem nada haver com o devir revolucionário
(16:57:09) pajé: momento do levante x permanencia da revolução
(16:57:20) andre luis la salvia: aí que vc volta ao intempestivo
(16:57:31) pajé: no efemero, no evanescente….
(16:57:32) andre luis la salvia: estar numa estado de agitação permanente
(16:58:30) andre luis la salvia: não no efemero ! no intempestivo, aquilo que se furta ao fixo, pois ele não necessáriamente precisa ser curto ou rápido
(16:58:48) pajé: saquei
(16:59:19) pajé: saquei
(17:00:08) andre luis la salvia: agora eu é que não to entendendo. porque eu não sei qual é a interpretação corrente da midia que vc identifica como sendo causal, que divide e unifica
(17:00:49) andre luis la salvia: adorno?
(17:00:56) pajé: a midia tratada como essencialmente e logicamente mediação
(17:01:15) andre luis la salvia: porque ela media a comunicação?
(17:01:39) pajé: seria uma aproximação à um novo tipo de análise, uma análise que não enxerga finalidas , mas processos
(17:01:46) pajé: pq ela media tudo
(17:01:48) pajé: quer dizer
(17:02:12) pajé: parte-se do principio que a observação da midia se dá por uma filosofia do objeto
(17:02:27) pajé: do fixo
(17:02:46) andre luis la salvia: ao inves de ela dar a voz ao cidadão, ser seu meio de comunicação, ela também pode ser sua criação
(17:03:04) andre luis la salvia: o cidadão criaria sua expressão através da midia
(17:03:07) andre luis la salvia: e não
(17:03:17) andre luis la salvia: a midia dá a voz
(17:03:18) andre luis la salvia: ?
(17:04:03) pajé: ela deve ser eliminada enquanto função. Há que se entende-la como um processo da linguagem, na qual não há permanencia (se há. é a mediação que cria)
(17:04:12) pajé: **a gente se vê por aqui **
(17:04:43) pajé: to pensando enquanto modos de um logos midiatico, saca ?
(17:05:05) pajé: como ela se encontra enquanto objeto de analise
(17:05:35) pajé: digo que é necessario deslocar a reflexão sobre a midia e trata-la como algo a ser superado
(17:05:41) pajé: como o modelo do fixo
(17:06:11) andre luis la salvia: vc está tentando analisa-la por uma otica que não a encare como um meio de comunicação mas como um estilo de vida?
(17:06:18) pajé: a separação está implicita enquanto postulado dela, é marcuse, unidimensionalidade
(17:06:35) pajé: como um processo da linguagem e dos simbolos
(17:06:47) pajé: isso nao deve ser mediado
(17:07:11) andre luis la salvia: mas a liguagem é mediação entre nossas ideias e a expressão delas
(17:07:44) pajé: sim, mas pensar a midia como agente dessa madiação é que é o problema
(17:08:04) pajé: a midia interfere na “mediação direta”….
(17:08:41) pajé: e realiza uma “operação da profundidade” pra justificar os próprios efeitos
(17:08:46) pajé: é inescapável

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a mídia

Posted by paje on January 11th, 2008

A mídia é totalitária. Não por subordinar as vontades, exercer a hegemonia, fabricar o consenso ou forçar a imobilização. Estas características são somente seus subterfúgios mais visíveis. Ela constitui-se um sistema totalizante pelo qual eliminam, a partir da própria função econômica e através da divisão social, a existência de sua negação. A mídia não só subordina o outro, mas, principalmente, o elimina enquanto categoria *. No papel de mediação que exerce, enquadra de maneira sedutora todas as pontas de seu processo em um esquema abstrato total, funcionando como um corpo único e impenetrável sem partes ativas para além da intermediação. O outro é um número constituinte no cálculo de sua função como meio. Ela eleva o papel de mediação a níveis que permitem sua alteração somente enquanto regulação ou participação (nunca enquanto eliminação), mantendo assim um poder seguro que se sobressai quando em relação com a crítica baseada nestes princípios. As  questões de identidade e representação são estatísticas funcionalizadas para sua manutenção enquanto mediadora. A necessidade de eliminação da mídia, passa pela reavivação da noção do outro, que ela tratou de eliminar.

 

*   O slogan da Rede Globo de Televisão, “Globo: a gente se vê por aqui” ilustra muito bem essa questão.

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CARICATO

Posted by paje on January 11th, 2008

caricato

primeiro dia de Pajeh por Paulo Caruso

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o zgrab do bartai

Posted by paje on January 11th, 2008

o zgrab do bartai

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