SubMidialogias - Maranhão

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Cuando al Copyright le va mal

Oi Corto “Cuando al Copyright le va mal”

http://www.derechosdigitales.org/2010/04/21/corto-cuando-al-copyright-le-va-mal/

No Youtube; (tempo: 14,2 mins): inglês: When Copyright Goes Bad (English)

http://www.youtube.com/consumersintl

francês: Mauvais temps sur les droit dauteur

http://www.youtube.com/watch?v=tnnWfpjaU7M

Cuando los derechos de autor van mal

http://www.youtube.com/watch?v=euVfKj9HgWc Vi em @jaquelinapacks

– Beijins Fa

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“A ninguém ou a nada é dado o direito de não ser esculhambado.” - John Cleese

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Rádio Digital no Brasil: Digital Radio Mondiale!!

Carta Aberta das Rádios e TVs Livres pela escolha do DRM (Digital Radio Mondiale) como padrão técnico para o SBRD (Sistema Brasileiro de Rádio Digital). Através desta carta, nós de Rádios e TVs Livres expressamos nossas reflexões sobre a melhor opção para o Rádio Digital no Brasil e no mundo. Defendendo a livre apropriação do meio Rádio, por qualquer grupo de pessoas que queira se expressar livremente, sem censura ou fronteira, local e globalmente, somos a favor da escolha do DRM - Digital Radio Mondiale - como o padrão de Rádio Digital a ser adotado no Brasil e no Mundo. Ponto 0 - Existem implementações disponíveis para download tanto da modulação quanto da demodulação do DRM, tornando possível a criação de moduladores/excitadores DRM a um baixo custo utilizando-se plataformas de SDR (Software Defined Radio). Ponto 1 - O DRM permite que se aumente o número de rádios na faixa da atual transmissão FM, visto que cada rádio FM ocupa 200kHz, e uma transmissão DRM nessa faixa ocupa 100kHz. Na verdade, visto que numa mesma transmissão DRM pode-se transmitir 4 serviços de áudio, seria possível rádios livres de uma mesma região se unirem, por exemplo, e tornar o aumento que o DRM proporciona em número de rádios possíveis em 8 vezes (2 vezes devido a utilização de metade da banda do FM, e 4 vezes devido a possibilidade de se transmitir 4 rádios utilizando-se um único canal DRM). Ponto 2 - Rádios que hoje transmitem na faixa de Ondas Médias e Ondas Curtas terão grande aumento da qualidade do áudio. Rádios que hoje transmitem na faixa do FM poderão transmitir em até 5.1 surround. É possível transmitir slideshows de fotografias, textos, websites, e até vídeo ao vivo em baixa definição no padrão DRM, para receptores que suportem esses recursos. Ponto 3 - O DRM funciona para se transmitir na faixa de ondas curtas, oque torna possível rádios com alcances continentais e até intercontinentais. Além disso permite a utilização de faixas de broadcast em ondas curtas hoje totalmente inutilizadas, como a faixa dos 26MHz, que potencialmente podem ser utilizadas para permitir que muitas novas rádios sejam criadas, e que durante o período de transição do analógico para o digital, todas as rádios tenham espaço no espectro para transmitir em analógico e digital. Nenhum outro padrão de Rádio Digital funciona na faixa de Ondas Curtas. Ponto 4 - Para se obter a mesma área de cobertura de um transmissor analógico, utilizando-se o sistema DRM, é necessário o uso de aproximadamente somente 1/10 da potência utilizada no transmissor analógico, ou seja, o padrão DRM trará uma enorme economia de energia para as rádios, além do transmissor ficar bem mais barato, já que a parte mais cara de um sistema de transmissão é a parte de potência do mesmo. Ponto 5 - O DRM é um padrão mundial novo, sendo que países de dimensão continental como a Índia e a Rússia já anunciaram sua adoção. Isso abre a possibilidade de um padrão para Rádio Digital que seja utilizado globalmente. Ponto 6 - O DRM é um padrão de Rádio Digital que permite que rádios de baixa potência existam, assim como rádios de grande potência e mantém o esquema descentralizado de transmissão do rádio, que é como deve ser, para possibilitar que todos possam transmitir/receber, onde quer que estejamos. Ponto 7 - O DRM é o melhor padrão de Rádio Digital que existe em nossa visão, visto que o grupo de padrões que requerem uma distribuição centralizada (como o DAB) nós rechaçamos, visto que isso gera um controle centralizado das transmissões, e o outro grande padrão considerado, o HD Radio, é propriedade de somente uma empresa, e assim como outro padrão de rádio digital, o ISDB-Tsb, eles utilizam maior banda espectral do que o DRM, favorecendo a escassez de canais para rádios, contribuindo para a manutenção dos grandes monopólios. Ponto 8 - Já temos o conhecimento de como transmitir e receber DRM, ler “http://www.radiolivre.org/node/3825″ e “http://www.radiolivre.org/node/3807″, de forma que em breve teremos nossos transmissores DRM a um baixo custo. Ponto 9 - Somos contra o desenvolvimento de um padrão técnico nacional, visto que o padrão DRM atende a todas as necessidades brasileiras e mundiais. Além disso o consórcio que gere as normas do DRM e seu futuro é uma organização aberta que aceita novos membros, desenvolvimentos e melhorias. Queremos um padrão técnico mundial, de forma que as pessoas possam transmitir e receber rádio sem fronteiras nem censuras. Assinado, Rádio Pulga Rádio Muda Rádio Xibé Rádio Capivara TV Piolho Rizoma radiolivre.org

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Brazil com Z jamais!!

Está aberta a temporada de caça aos tucanos!

brazil com z?

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Reunião de Grade da Muda!

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Good Copy Bad Copy

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Hamlet Machine

Heiner Müller escreveu Hamlet Machine (Die Hamletmaschine) em 1977, peça que vem sendo montada e discutida desde então;

time is out of joint‘, ou “o tempo está fora do prumo”.

Hamlet: Act 1, Scene 5

HAMLET
182 Rest, rest, perturbed spirit! So, gentlemen,
183 With all my love I do commend me to you:
184 And what so poor a man as Hamlet is
185 May do, to express his love and friending to you,
186 God willing, shall not lack. Let us go in together;
187 And still your fingers on your lips, I pray.
188 The time is out of joint: O cursed spite,
189 That ever I was born to set it right!
190 Nay, come, let’s go together.

vídeos sobre Hamlet Máquina

Dias depois de escrever esse post soube que a peça seria encenada no SESC Santana. E lá estava Felipe Ribeiro na mesa de som… poltrona 21. Ontem ele enviou um email com o seguinte texto:

f? r! @gmail.com>
responder a submidialogia@lists.riseup.net
para submidialogia@lists.riseup.net
data 11 de setembro de 2009 20:13
Ouvindo exaustivamente o seguinte texto, com o qual o diretor de teatro Dmitri Gottscheff inicia e finaliza sua montagem de HamletMáquina de Heiner Müller, enquanto finalizava anotações para Gnoise forjei um conceito e gostaria de pô-lo às vossas línguas:
HISTEORIA: Histeria Theórica da História.

O casamento foi celebrado no ritual católico ortodoxo, o que convinha a Margarita, a mim e a todos os interessados, nos quais não posso incluir a Gretchen, cuja conduta foi estranha, para não dizer mais. Na véspera do casamento, enquanto vestiam a noiva, ela teve um ataque fortíssimo de histeria, gritava com Margarita, chamando-a de “porca vagabunda que se vendeu aos bolchevistas”, pranteava, jurava que ia conseguir uma audiência com o reichsfürer e lhe contar sobre os crimes e a traição da Margarita e Ditrich, cuspia, rasgava a roupa, ameaçava defecar no templo durante o casamento.
É evidente que fui obrigado a chamar o médico de regimento, que imediatamente aplicou-lhe uma injeção e, depois disso, ela dormitou e permaneceu nesse estado até a noite nupcial. Pelo visto, a longa cerimônia do casamento acalmou-a mais ainda e, com o rosto entorpecido, ela ouvia as vozes solenes do piedoso padre Pímen e do padre Vise com as faces azuis de tão escanhoadas. Seu rosto contraiu-se somente duas vezes – quando cantaram “Aleluia!” e no momento do nosso beijo. Mas quão maravilhoso e encantador estava o rosto da minha amada! Ele irradiava uma divina luz de amor, teus olhos azuis brilhavam, madeixas douradas ornavam suas tenras faces. Tremendo de modo quase doentio, eu olhava para seus lábios pronunciando “Ja!” E este som comovia meu coração com a música do imprevisível, voluptuoso e precioso. O sonho, um acre sonho de olhos abertos, levava-nos nas germânicas asas de aço: Munique, o palácio dos recém-casados, a passagem entre suásticas de gelo e de fogo, o culto da veneração aos Restos Mortais dos Heróis, dos beijos às relíquias, a colocação de coroas de flores, a visita ao consulado soviético, a volta para o campo de concentração, a descida solene, pessoa por pessoa, para a sala principal do porão, a mesa em forma de cruz, as rosas brancas, o gelo preto, as velas e tochas, os oficiais da SS, o champanhe, as bandeiras, os estandartes da divisão, os leopardos nas jaulas ensangüentadas e a guilhotina, o mármore azul e as tripas rosadas. O movimento, o movimento das mãos habilidosas do cirurgião, a entrada do bisturi na artéria carótida do jovem florentino, o sangue, o sangue inflamando as taças de cristal: prove, prove, meu anjo de olhos azuis, o vinho milenar, vindo das adegas da História Mundial, o vinho da vida, da humanidade. A música das esferas, elixir da imortalidade, a ansiedade dos sentimentos. Está provando, eu vejo teu belo rosto, eu te amo, minha Loreleia, nós nos beijamos com lábios ensanguentados: a música, a música, a música da orquestra de câmara, a adorável Viena, envolta na espuma rendada de lingerie, as mãos, as tuas mãos, o oval prateado da travessa com orelhas recheadas, a convulsão picante do molho branco, o espasmo salgado do miocárdio: as orelhas inglesas, africanas, russas, judias, alemãs, chinesas que ainda há pouco ouviam o coral ameaçador da nossa época, e agora assadas junto com os miolos de seus antigos donos, ó, enfie, enfie, seu garfo de prata na concha dourada, crocante, enfie, meu encanto, e que sintamos nesse doce estalido a Música do Eterno Retorno e a acompanhemos com o Vinho Verde da Vida, regozijemo-nos com a Nossa União Preta e Branca e experimentemos o sabor do Manjar dos Deuses! Leve-me, leve-me ao Paraíso de Cristal e Prata da Mesa de Nossa Nova Vida, sirva-me, sirva-me a Gelatina de Peito de Holandesa, o mais terno Presunto de Francesa, ofereça-me, ofereça-me o Purpúreo Chouriço de Sangue de Donzelas Gregas, passe, passe para mim o prato com a Língua Hebraica, ofereça-me, ofereça-me o Patê Polonês, coma, coma junto comigo o finérrimo Rosbife de Inglesas, adornado com uma coroa de Flores e Salsichas Irlandesas, ponha, ponha na minha boca um pedacinho do Rim Albanês, deixado de molho no Sangue dos Montenegrenses, e finalmente, finalmente leve-me ao Supremo e Último Prato da Nossa Concórdia, estenda, estenda Tuas Mãos Justas, levante o Prato de Ouro sobre as cabeças dos teus Amigos e Companheiros de Luta, ofereça-me o Último Prato do jantar da Nossa Vida Nova: o Coração do Artilheiro de Novgorod, lardeado com toucinho da Enfermeira da Bavária, um vapor quente, quente exala-se da Sua Carne Rubra. Com uma finíssima faca Solinguen, você corta, corta pela metade a Romã de Carne do Nosso Amor, brilha, brilha a Tua Faca com luz azul e branca, fumegam, fumegam as Metades Quentes, soltando Fumaça da Carne, reluz, reluz o Ouro da Nossa União, canta o Cristal das Nossas Almas Agudas, exige, exige o Sangue Gélido da Europa Subjugada, espumejada pelo Oxigênio Noturno do Nosso Festim, beba, beba com os Lábios e as Clavículas, beba com os Olhos e as Palmas das Mãos, beba com os Pulmões e as Faces, beba com as Traquéias e Genitálias, beba o Vinho das Revelações Infernais, o Vinho da Comunhão Paradisíaca, o Vinho do Nosso Contato, o Vinho do Porão Nevado dos Campos e das Montanhas, o Vinho do Novo Testamento dos Machados e das Flores, enche, enche e joga a Taça Transparente das Adoções no chão de mármore da Riqueza Outonal, grite, grite com o Grito da Lâmina Obscura, rasgue, rasgue o Vestido dos Primeiros Méritos, estenda as Mãos de Tempestade e de Arremetida, aperte, aperte o Gatilho de Vontades Vermelhas, atire, atire, atire, atire com a Metralhadora de Alegria Loira nos Amigos e Companheiros, atire, Rainha, atire, A Inumana, atire, A Semelhante a Gládio, passe, passe a Cratera Incandescente da Vontade de Representações pelas Cabeças e Corpos, pelos Destinos e Relacionamentos, pelos Laços Familiares, pelas Ramagens de Negócios, com o jato do Amor de Chumbo elimine, elimine a todos, exceto eu, a todos, exceto eu, mande-me rasgar e beber, rasgar e beber, mande-me, A Cara de Marte, fazer você tombar nos Cadáveres Tépidos dos Amigos, nos cadáveres Frios dos Inimigos, deixe, deixe que eu me sufoque com a Amarga Espuma da Lingerie Rendada da Tua Convicção, que caiu na Minha Cara, nas Glândulas Salivares, no Contorno Violáceo do Concreto Armado Filosofante de Força e Glória que me obrigou a entender Teu Princípio Antifamiliar e Antibudista de Dependências Eleitas, o Princípio da Embalagem Pseudo-Mágica de Antimônios Sensuais, o Princípio da Flecha e Lírio, faça-me, faça-me penetrar na Mata de Westenwald de Tuas Veias e Artérias, no Matagal da Sincera Pseudopresença, nas Gretas das Fraquezas Sacrificais, nas Lacunas da Inalienabilidade, ordene que me sejam permitidos os Excessos Encantadores em relação ao Teu Quente, Prolongado, Primogênito Imperfeito, ao Teu Secreto.

EU: os martelos azuis e os javalis da árvore de amor aparo os golpes sei dirigir mas não sei esperar em nome dos estudos.
MARGARITA: como eu amava em nome do fogo glacial em nome dos tendões infantis sabia as possíveis interseções do violeta.
GRETCHEN: não agir e não falar sobre borlas e baldaquins ficar calado ter esperança nas pesadas auroras no de tijolo na recusa.
MARGARITA: os carvalhos e as tílias o leite celestial e a promessa da sangria os lírios triturados com tijolos dos liliputianos de pano gongos e redes das casulas.
EU: as antigas divisões de esperanças de algodão porta que se abriu após a comunhão biliar exigências rosadas dos magnatas.
MARGARITA: lírios leucas jacintos dos desejos do dom de chumbo canção do passarinheiro petrificado morango silvestre dos heróis sanguinários.
EU: Beije o aço e preste atenção ao que se fala, saiba os pseudocaminhos dos deuses terrestres ouça a música matinal dos músculos abdominais acredite no sodomita astral.
MARGARITA: nas ilhas dos sonhos comunistas nós encontraremos pedaços crus da perdida derrota emprestada dos heróis não muito honestos e de seus médicos entorpecidos.
Eu: Já que se fala do fim azulado e gelatinado da borda, eu preferiria a seguinte sequência:
1. que enchessem meu estomago com os vermes que roeram a cabeça de Gretchen.
2. costurassem a cabeça de Margarita ao meu ombro esquerdo.
3. amputassem minhas extremidades e transformassem em cola para papel de parede.
4. enchessem meu reto com os olhos das crianças russo-alemãs.
5. amputassem meu pênis transformassem em graxa de sapato dessem de presente ao comitê central.
6. lardeassem meu corpo com os dentes de ouro dos judeus.
7. a grande berta lançasse meu corpo ao grande céu da alemanha.

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Veículos e Mídia

Até o final do século XX, os projetos de transformação da sociedade, assumindo a centralidade do papel dos meios de comunicação social, mesmo quando se voltavam para a coletivização da gestão e aprendizado político (Enzensberger 1970), mantinham o ideal de criação e circulação de informação desde uma perspectiva broadcasting: um centro emissor é responsável por induzir as repetidoras a emitirem o mesmo conteúdo, tendo por obstáculo o ruído entre elas e entre a massa de receptores. Um tal esquema técnico-cultural vem sendo combatido desde estudos de recepção onde predomina a ideia de que os receptores sempre decodificam a mensagem a partir de códigos próprios e, diferentemente do que pretende o esquema broadcasting, não emitem jamais a mesma mensagem. Alguns estudos selecionados se propõem a pensar no campo da saúde a recepção da campanha contra a AIDS [1] [2] [3] [4] , cujo objetivo não visa tanto à descoberta de leis gerais de funcionamento da Indústria Cultural, mas antes colabora na descrição da construção do social desde o pequeno, partindo mesmo do infinitesimal (Tarde 1893).

Com o advento das redes conectadas, dos hiperlinks, dos chamados software sociais, onde celulares, Ipods, câmeras  também funcionam como extensão dessas redes, a teoria de comunicação se viu inspirada e com novo fôlego ao considerar no hipertexto uma forma privilegiada de aproximação para compreender a comunicação contemporânea: “nem codificação nem decodificação, mas operações moleculares de associação e desassociação que realizam a metamorfose perpétua do sentido” (Lévi 2003:73).

Pretendemos oferecer com isso instrumentos para pensarmos oposições clássicas como indivíduo e sociedade, o público e o privado, o racional e o irracional, a forma e a matéria, sujeito e objeto, tendo por referência não uma forma ideal, mas a multiplicidade real de comportamentos, motivados por crenças e desejos, que nos interessam principalmente sob duas perspectivas: uma que reconhece em grupos organizados a possibilidade de agenciamento anti-capitalista, mantendo infra-estrutura de acordo com uma ética de circulação de riquezas na forma de dádivarquivos copiáveis infinitamente; outra que assume com o anonimato e a gratuidade, com o não reconhecimento da existência de propriedade intelectual o mérito de sua ação.

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Greve eh Ocupar!

Ontem passei no CCBB Sp depois od almoço e fui agraciado com a seguinte programação:

15h - 2084. Centenário do Sindicalismo. Videoclipe para uma reflexão sindical e pelo prazer (10min) | Até breve, espero (44min) | Já que dizemos que é possível (43min)

Trata-se da Mostra Chris Marker: Bricoleur Multimídia

O videoclipe e os dois documentários refletem as práticas de 68, o movimento grevista, a ideia de revolução, cultura, sob um olhar militante do cineasta Chris Marker.  O videoclipe narra um texto denso onde se profetiza a tecnologia total como ferramenta de controle do século, suprimindo por fim o próprio sindicalismo. O primeiro documentário mostra o movimento grevista dos trabalhadores da fábrica Rhodia, na França, em 68. O segundo documentário avança para narrar a ocupação da fábrica de relógios LIP, que demitiu os patrões e passou a ser gerida pelos trabalhadores. Uma aula viva em meio ao esvaziamento da revolta e da inocuidade das manifestações democráticas.

Convocatória
ATO PÚBLICO EM DEFESA DOS TRABALHADORES DA FÁBRICA OCUPADA FLASKÔ.
DIA 17 DE JUlho, CONCENTRAÇÃO ÀS 10 HORAS LARGO DO ROSÀRIO E PASSEATA ATÉ A PROCURADORIA DA FAZENDA.
RUA BARÃO DE JAGUARA, EM CAMPINAS.

Mais uma vez os trabalhadores da Fábrica FLASKÔ, que desde 12 de junho de 2003 está ocupada e produzindo sob controle dos trabalhadores, está sendo atacada pelos órgãos de governo e pelos patrões.
Depois de inúmeros Leilões, corte no fornecimento de energia elétrica, sucessivos pedidos de confiscos, ameaça de intervenção; no mês de junho passado recebemos a notificação de confisco dos bens e ameaça de prisão do Coordenador Eleito do Conselho de Fábrica (Pedro Além Santinho), exigindo o pagamento de dívida contraída pelo patrão. Mas as ameaças não pararam aí.

No dia 01 de julho fomos visitados por um oficial de justiça, que notificou que serão confiscados 97% do faturamento da fábrica para saudar dívidas originadas pelas falcatruas do patrão que com isso quebrou a fábrica, abandonou os trabalhadores, não pagando seus direitos e salários. Essa situação levou os trabalhadores a tomarem a fábrica em junho de 2003.
Nós, trabalhadores da Flaskô, em nenhum momento nos furtamos a realizar intensas mobilizações na defesa de nossos direitos, exigindo a expropriação da fábrica pelo governo federal e a manutenção do controle operário. Realizamos junto com a CIPLA, INTEFIBRA e outras fábricas então ocupadas, 4 Conferências Nacionais e uma Internacional, um Tribunal Popular onde foi julgada a responsabilidade do governo Lula em todo esse processo que passou pela intervenção Federal na CIPLA.
Temos buscado permanentemente uma via de negociação com o governo Federal, realizando reuniões nos ministérios e audiência com parlamentares em Brasília. Não nos curvaremos diante das ameaças e declaramos: não desistiremos da defesa de nossos direitos e consideramos que as ameaças de confisco dos bens do Coordenador do Conselho de Fábrica, bem como os pedidos de penhoras do faturamento da fábrica são claros ataques aos trabalhadores, e demonstram que os órgãos que deveriam defendê-los, a Justiça, os Ministérios, estão ferindo os direitos expressos pela OIT e praticando uma política de apoio e cobertura à ditadura patronal que, após sugar o lucro extraído do trabalho humano, sonegar impostos, querem impedir nosso direito à existência enquanto trabalhadores e fechar a fábrica! Não passarão! Resistiremos!
Convidamos todos os dirigentes sindicais, dirigentes e lutadores sociais, partidos comprometidos com os trabalhadores para junto conosco realizamos um ATO POLITICO em frente à Procuradoria da Fazenda em Campinas onde devemos dizer unidos:
SUSPENDAM AS AMEAÇAS, CESSEM AS PERSEGUIÇÔES AOS TRABALHADORES E A PEDRO ELEITO COORDENADOR DO CONSELHO DE FÁBRICA.
SUSPENSÂO DAS ORDENS DE CONFISCO E DE PENHORAS, FIM DOS LEILÕES.
QUE O GOVERNO LULA ESTATIZE A FÁBRICA PARA GARANTIR TODOS OS POSTOS DE TRABALHO.
Contatos: (19) 8164 1971 (11) 9930 6383
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br

Fernando Gomes Martins
Conselho da Fábrica Ocupada Flaskô
TEL: (19) 8164 19 71 ou (19) 3864 26 24
www.defenderaflasko.blogspot.com

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PM na USP

Carissimi,

Scrivo per un motivo che può interessare studiosi dell’opera di Gramsci. Studenti, docenti e funzionari delle Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sonno in sciopero dal giorno 10. Il sciopero è in protesto contra la brutale represione della polizia alla manifestazione dell 9 giugno nella USP. Dopo investire contro  studenti, docenti e funzionari con bombe di “effetto morale”, gas lacrimogeno e palle di borraccia, la polizia ha assediato militarmente per alcuni ori la Faculdade de Filosofia e Ciencias Humanas e lanciato più bombe e gas. Nel You Tube possono vedere alcuni immagine veramente impressive (http://www.youtube.com/watch?v=SF71x_cMWy0).

Nel giorno dopo nella Faculdade de Filosofia e Ciencias Humanas un grande cartellone citava Gramsci: “‘A história ensina, mas ela não tem alunos’. Gramsci. Fora a PM do Campus!!!” (La storia insegna, ma non ha scolari. Gramsci. Fuori la Polizia del Campus).  Invio in allegato la fotografia. È la frase che chiude un bellissimo articolo (L’ON, 11 marzo 1921). L’uso per gli studenti di questa frase è preciso e filologicamente corretto. L’articolo compara il  fenomeno fascista in Italia e Spagna. Gramsci comincialo definendo il fascismo su scala internazionale: “È il tentativo di risolvere il problemi di produzione e di scambio con le mitragliatrice e le revolverate”. È contra la soluzione fascista che Gramsci scrive, è contra l’illusione che la violenza delle classe dominatrice possa essere una soluzione per i problemi nazionali.

Nella università brasiliane ci sono oggi conflitti profondi su diversi progetti. È molto forte una tendenza alla privatizzazione, alla ricerca “operazionale”; al lavoro docente precarizato. La resistenza  a questi progetti è anche forte nei movimenti studentesco, di funzionari e docenti.  La novità e che i difensori dell’università neoliberale adesso sonno disposti a usare “mitragliatrice e le revolverate”. L’appropriazione del pensiero gramsciano  in questo contesto è molto interessante e importante per capire la diffusione della sua opera in Brasile. Non c’è propriamente un “partito gramsciano” o anzi un ‘movimento gramsciano” però Gramsci è presente di modo diffuso come un importante riferimento nella cultura della sinistra brasiliana. È nel momenti più pungenti della nostra vita sociale e politica che Gramsci si fa presente.

Gramsci in questo conflito, fino a questo giorrno, è dal nostro fianco. Con lui si può capire il conflitto e anche lottare.

saluti a tutti
Alvaro Bianchi

______________________________

________________________
Prof. Dr. Alvaro Bianchi
Departamento de Ciência Política
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Cidade Universitária Zeferino Vaz
Campinas (SP) — CEP 13081-970
Brasil

http://www.youtube.com/watch?v=umPd5Sz9tjQ&feature=related

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