mEtaEduca

September 14th, 2007

expressoes

Posted by mbraz in gambiarrice, metareciclagem, netlandia

quando houve o Dialogos na Casinha com o Sergio Amadeu, lembro-me que o Juliano Spyer - http://www.naozero.com.br - comentou um fato ao qual deveriamos dar mais importancia, penso eu. O das multiplas personas que as pessoas criam na net.

Esta(s) que permitem amplificar algumas formas de expressao intelectual ou emotiva que na vida real algumas pessoas nao teriam, ou nao conseguiriam promover. Acho necessaria ate’ e vejo como uma das ‘riquezas’ da rede.

Porem, pode haver extrapolacoes - que nao deixam de ser interessantes tambem, hehe - e geralmente aparecem em comentarios de blogs - alguns ofensivos, na forma de ‘anonimos’ ou de pseudonimos. Para abrir a discussao, achei bem humorada a resposta de um blogueiro - o Alex Castro - sobre eles:

dando corda aos idiotas

Neste ponto ainda sou bastante iluminista, posso nao concordar com suas criticas e ideias, mas lutarei ate’ o ultimo fio de cabelo pelo direito que voce tem de exprimi-las.

September 11th, 2007

livre aprender

Posted by mbraz in _aprendo, _cognitiva, _educo, metareciclagem

Ressuscitando este blog dentro da proposta de um circuito virtuoso no metareciclagem e pegando carona num post do FF, a partir desta citacao:’ ‘a hora de perder o medo de falar em educacao’; quero comentar algumas coisas.

Nunca entendi direito este medo da educacao, que nao e’ especifico do ff e nem da metareciclagem, penso eu, mas distribuido e disseminado pela sociedade e nas relacoes de poder. E’ real! Tornar-se livre pode causar certo estranhamento no inicio.

Em variadas epocas, em que determinada episteme era propria, tanto a educacao quanto governos elaboraram estrategias para ensinar, coagir e docilizar individuos. Ao mesmo tempo, por outro lado, muitos reagiram criando propostas, pondo-as em pratica e resgatando a discussao da questao libertaria.

Conheci neste feriadao - o da independencia, hehe - um pesquisador que realizou um maravilhoso e extenso trabalho historiografico sobre a visao da educacao, tanto pelos anarquistas quanto pelos libertarios ou por aqueles, que mesmo sem saber ou teorizar sobre o tema, buscaram formas livres de aprender e ensinar. Ou ensinar a aprender, aprendendo o ensinar.

Veja so’ trechos do livro do Codello, sobre Armand:

‘ Sem uma renovacao radical da mentalidade humana, toda forma de sociedade diversa e’ impossivel, e os esforcos dos anarquistas devem dirigir-se para uma propagando que impulsione os individuos a sair da propria mediocridade, submetendo os seus assuntos e motivos que incitam a curiosidade, a pesquisa, o estudo, a reflexao, que provoque neles o desejo de saber, a necessidade de experimentar, o amor pelo novo e a recusa total dos caminhos ja’ muito frequentados. Em suma, fazer emergir o pensamento divergente e a criatividade.´

A esta ultima frase eu chamaria de Insurgencia.

E para deixar clara esta opcao de Armand, o que ele escreveu:

‘ Nao me interesso nem por aqueles que estao satisfeitos nem por aqueles que tem uma fe’. Dedico-me aaqueles que nao estao satisfeitos e aaqueles que duvidam. Dedico-me aos insatisfeitos de si mesmos, aaqueles que sentem pesar sobre si o fardo de centenas e centenas de seculos de conviccoes e prejulgamentos ancestrais, dedico-me aaqueles que desejam conhecer a si, em primeiro lugar, e mais intimamente. Aos inquietos, aos atormentados, aaqueles que experimentam formulas ineditas de felicidade individual. Dedico-me aaqueles agitados, sim, aos agitados, porque prefiro a onda que agita aa agua estagnante; dedico-me aaqueles que se revoltam contra o estabelecido e o definido, aaqueles que desprezam e renegam os dogmas e opinioes pre’-confeccionadas. Os outros nao precisam de mim, a sociedade os considera, todos falam bem deles: esses sao os satisfeitos. Estareis orgulhosos, quando falarem mal de vos, por causa de vos mesmos.’

Depois falo mais do outro pesquisador que conheci, Hugues Lenoir.

Livre aprender e’ livreviver.

March 2nd, 2007

sobre exclusoes

Posted by mbraz in Uncategorized, _techne'

por este texto completo (aqui so’ uma palhinha, hehe) comeco a entender melhor porque estamos tao preocupados em inserir e excluir pessoas digitalmente. E como as disciplinas sao continuamente re_criadas e re_elaboradas , sejam em escolas, parques publicos ou prisoes.

 

—-da aula O Poder e a Norma, de
Foucault————————————–

Em vez de sistema punitivo, seria preciso caracterizar como sistema disciplinar uma sociedade dotada de aparelhos cuja forma e’ o sequestro, cuja finalidade e’ a constituicao de uma forca-trabalho e cujo instrumento e’ a aquisicao da disciplina ou de habitos.

Desde o sec. XIX, se desenvolveram e se tornaram opacos uma serie de aparelhos que visam fabricar disciplina, impor coercoes e determinar a aquisicao de habitos. Portanto, neste curso foi elaborada pre’-historia de tais aparelhos de poder, que servem de base `a aquisicao dos habitos como normas sociais.

Na politica do sec. XVIII, ha’ uma utilizacao critica da palavra habito, que permite a analise da instituicao, da lei e da autoridade. Essa nocao serve para que se saiba avaliar os alicerces de uma instituicao, de uma lei ou uma autoridade. Quando se utiliza tal nocao durante o seculo XVIII, e’ para ”desbastar ” o que constituiriam obrigacoes tradicionais, fundamentadas numa transcendencia, e substitui-las pela obrigacao pura e simples do contrato. Criticar a tradicao, por meio do habito, para contratualizar os lacos sociais.

No sec. XIX, a palavra sera’ utilizada de modo prescritivo. O habito se transformara’ naquilo a que e’ preciso se submeter. Assim, ha’ toda uma etica baseada no habito, que se torna um dado positivo. O habito nao possui a mesma relacao com o contrato que no sec. XVIII, pois e’ concebido enquanto complementar ao contrato.

No sec. XIX, o contrato representa a forma juridica pela qual os que possuem se ligam uns aos outros. E’ a forma que garante a propriedade individual. O contrato da’ uma forma juridica `a troca. E’ pelo contrato que os individuos contraem aliancas (casamentos) a partir de suas propriedades. Dito de outro modo, o contrato constitui o laco dos individuos, quer seja `as suas propriedades, quer seja o laco entre os individuos atraves de suas propriedades.

Em troca, e’ pelo habito que os individuos devem ser ligados ao aparelho de producao, e’ pelo habito que os que nao possuem serao ligados a um aparelho que nao possuem. O habito e’ o complemento do contrato para aqueles que nao estao ligados pela propriedade.

De modo que o aparelho de sequestro fixa os individuos ao aparelho de producao, ao fabricar habitos atraves de um jogo de coercoes, aprendizagens e punicoes. Este aparelho deve fabricar um comportamento que caracterize os inviduos, deve fabricar uma grade de habitos que defina socialmente a inclusao dos individuos numa sociedade, ou seja, fabrica algo como a norma.

Enquanto o enclausuramento classico lancava fora das normas determinados individuos, enquanto este tipo de aparelho revelava monstros ao encerrar doentes, loucos, criminosos etc., o sequestro moderno fabrica a norma.

Constituicao da forca-trabalho — aparelho de sequestro : sociedade disciplinar, funcao permanente da normalizacao. Esta serie caracteriza nosso tipo de sociedade.

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E caracteriza hoje ainda, o que alguns definem como ‘incluidos’ e ‘excluidos’ socio_tecnicamente falando.

February 21st, 2007

Far Away

Posted by mbraz in _techne'

Ha’ muito tempo numa galaxia muito, muito distante chamada Metareciclagem … rejeitamos os termos Inclusao/Exclusao Digital . Nao certamente sem motivos.

Porem se voce nao preenche a brecha de sentido que fica ao excluir tais termos, pode o tiro sair pela culatra. Ou seja, aquilo pode ser qualquer coisa. Nome-fantasia para acoes que estao muito longe de trazer beneficios para quem deste processo participar ou no caso, ter acesso a.

Agora depois de matutar mais um pouco posso definitivamemte jogar os termos no lixo. Pois gosto de metareciclar palavras, estas ferramentinhas basicas.

Na boa, inclusao digital cheira a preconceito. Explico melhor: digital remete a numeros, aa estatisticas frias e ordinarias. Por ex., na seguinte frase onde esta’ o sujeito oculto?

- Na Bahia temos 12% excluidos digitalmente e 88% incluidos (!?)

E por ai’ vamos classificando pessoas por sua condicao socio-economica. Como se nascer rico ou pobre fosse apenas uma questao de sorte, de acaso. E como se alguns iluminados pudessem resgatar a cidadania perdida, oferecendo acesso a computadores e a Internet, para estes pobres ‘excluidos’. Neste discurso ha’ muita hipocrisia e sujeira jogada embaixo do tapete, como sabemos.

Por isso penso que a coisa toda e’ muito mais complexa, pois a diferenca entre quem tem e quem nao tem como usar ferramentas, maquinas, tecnicas e tecnologias existe desde que o macaco do Stanley Kubrick usou aquele osso como martelo, forjando a historia; em 2001.

Entonces ficamos conversados: oclusao tecnologica e eclosao tecnologica ou, para ficar mais bonitinho e na moda como em e-waste: e-closao tecnologica.

Nao sabe o significado de oclusao e eclosao?? Bom, agora e’ com voce, levanta-te esta bundinha da cadeira e va’ procurar um bom dicionario…

;)

October 7th, 2006

Festança no Espaço dos Sonhos

Posted by mbraz in _dalvianas
Para quem tem vontade de conhecer a Vila Dalva e o
Espaco dos Sonhos rola neste final de semana uma
serie de eventos culturais, educativos e oficinas. 

O evento e’ resultado do dialogo entre moradores e
ativistas (institucionais ou nao) buscando
compreender a comunidade como um todo integrado
(Grupo CASE - conversando a gente se entende).
Ainda acontecera’ uma oficina de pintura de computadores
e metaprodutos com os monitores Thays e Robson.
Vide link com mais infos e endereço do local:

http://www.uil.org.br/inclusaodigital.html

Participe e contribua!

:D

Capa

Programacao1

Programacao2

September 18th, 2006

Vila Dalva

Posted by mbraz in _dalvianas

Como comentei na lista do Meta, tenho atuado como voluntário educador na Vila Dalva, zona oeste de SP. Assumi uma oficina semanal, regular por no mínimo uns 3 meses. Por qual motivo? Bem, entre tantos, um deles: ” Nós aprendemos o que afetivamente aceitamos … pois a diversidade não deve ser compreendida somente (de modo racional), mas sim… sentida profundamente.” (Muniz Sodré, no Café Filosófico, TV Cultura). Mais sobre diversidade em:

http://www.leiabrasil.org.br/pdf/diferencas.pdf

Participantes_VilaDalva

August 28th, 2006

quiçá

Posted by mbraz in _cognitiva

mbraz é um metarec_Humanista tecnólogo, se é que vc me entende (rs). Em outras longas idas foi analista de redes tecnológicas, hoje ousa pensar redes sociais de aprendizagem, quiçá educador.

e que diabos (daemons) significam Redes Sociais de Aprendizagem? bem, isto é assunto para muitos posts… mas

pra esquentar… podemos imaginar que uma boa metáfora para o conhecimento seja um Iceberg. sim.

Pois penso que quando conhecemos alguém (escrevendo_lendo) um weblog, por ex., e tentamos intuir sobre quem escreve, quais seus conhecimentos e experiências, sempre vemos somente uma pontinha de um imenso bloco. Ou só o que está acima de uma tranquila superfície, onde submerso paira algo enorme, imerso em uma quantidade colossal de água.

Bloco (apercepção de si) + água (rede fluida, teia maior que chamamos vida) são momentos e possibilidades de uma mesma substância. De novo, se é que você me entende … :-D

Bem_vindo a este blog, pois a casa sempre foi nossa.

Iceberg

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