Submidialogia, segunda parte October 23, 2006
Posted by felipefonseca in : Egonet , trackbackTentando juntar lembranças desconexas pra terminar o relato…
14
A conversa sobre corporações e apropriação do discurso livre acabou evoluindo para uma desconstrução do texto da submidialogia pelo Volker. Ele tentou posicionar o contexto não como uma luta de um lado contra o outro, tentando fugir do tão chato maniqueísmo. Mas puxou para um lado que me pareceu meio Poliana demais, tentando dizer que tá tudo certo, que é assim mesmo. Pajé deu uma forçada tentando puxar Escola de Frankfurt e a bela tradição crítica alemã, mas a conversa ficou meio que truncada. Volker falou de Hans Magnus Enzensberger, mas misturou um pouco as bolas.
Almocei com Alê e Volker no self-service ao ar livre ali ao lado. Não sei bem se foi aqui, mas coloquei pra ele que, tudo bem, demonizar qualquer coisa chega a ser contraproducente, mas se temos aqui no Brasil uma situação em que um ministro defende descaradamente os interesses das empresas da mídia tradicional na transição para a TV digital, não podemos simplesmente esperar que as abóboras se acomodem. Talvez tenhamos inimigos sim, mesmo que em um sentido não limitado como costuma ser em alguns grupos.
À tarde, começando uma conversa lá embaixo com a Renata do GESAC, sobre os parentes e a internet, e tentando juntar isso com um debate proposto sobre o futuro do software livre, comigo e com o Etienne. Ficou meio embolado, e mais ainda com a indecisão entre ficar ali ou subir pro Etienne fazer sua apresentação no telão. Um pouco de stress porque os parentes iam embora na manhã seguinte. Depois subimos, Etienne com sua apresentação, fotos, contextualização histórica, e muitas perspectivas interessantes. Ao fim, um debate um pouco mais direto entre eu e ele, quase lavando a roupa suja, tentando contemporizar e harmonizar a relação entre ele e a MetaReciclagem. Nem sei se resolveu alguma coisa, mas foi bom ter colocado as cartas na mesa. Entendi que temos objetivos e metodologias que são diferentes, mas complementares. Aos 45 do segundo, Alê replicou a pergunta do CHGP: por que as coisas do Etienne não estão na internet? Ele falou que estarão. A ver.
Pensando bem, acho que posso ter misturado as duas últimas conversas. Tenho alguma lembrança do Volker na sala quando eu conversava com o Etienne. Não sei se foi uma conversa antes do almoço e outra depois, ou se não foram as duas conversas juntas e eu que separei. Ah, acho que foi isso mesmo. E o papo com o Volker foi interrompido no meio ou nunca rolaria a apresentação do Etienne.
Mais tarde, quintal, som e mediasana. Classe. Algumas coisas que eu ainda não tinha visto. Mais tarde, muitxs amigxs doces pulando ao som da lua minguante.
15 dom
Infelizmente, no domingo já começava aquele clima de pessoal indo embora. Ruiz e Tati já tinham zarpado.
O dia começou com Balbino e sua apresentação de nome complicado que era algo como arte-mídia-faça-você-mesmo-e-não-fique-choramingando. Contou sobre as coisas que tem feito em Salvador e por aí: upgrade, rádio cidadão comum, mimoSa e tal. Na interação com a rede do upgrade, talvez o maior contraste: pessoal fazendo coisas mais ligadas a galeria, e o upgrade salvador rolando no ponto e depois dentro do próprio ônibus.
Como na primeira edição, a conversa dominical acabou enveredando pela arte. Machado reafirmando que artista é o caralho, Glerm criticando todos os pontos de vista, Tiago mostrando seu vídeo feito de lixo da web reciclado. Alguns links: Valentina e seus documentários com a fase 2 do Estúdio Livre, liga instantânea.
Fui com o Glerm comer um pastel muito seco de queijo e depois rachar um crepe, não o suisso, mas a panqueca metida a besta, com curry e outras coisas.
Na volta, a tal conversa sobre políticas públicas. Claudio Prado, equipe da Cultura Digital, implementadores do GESAC, pessoal da Casa Brasil. Com o tempo, muita gente participando do papo. Discordei de um, discordei de outro, depois concordei, mas até que não falei muito. Não tenho muita clareza de uma visão efetiva sobre “políticas públicas” baseadas no que a gente propõe. De qualquer forma, ficou óbvia a necessidade de maior integração operacional entre os três projetos, independente do que acontece no alto escalão: as equipes têm que se conhecer e trabalhar juntas. Pra chegar mais longe e evitar desperdícios. Saindo daí, a idéia de um encontro de todo mundo mais pro fim do ano, aproveitando a agenda de oficinas dos projetos, pode ser uma boa. Falaram em começo de dezembro, no maranhão, mas nada certo ainda.
Noite, zé cafofinho (valeu uira), showzim bom à beça, e as despedidas e esperanças pros próximos tempos. A Gorda, tia que vendia queijo coalho, churrasquinho e tapioca,
Comments»