as artes da metareciclagem
faz algum tempo que há um número maior de pessoas que têm se tornado interessadas em conceitos estéticos relacionados a metaReciclagem. acho isso positivamente saudável, pois realmente é um debate que deve crescer e que precisa de maiores experimentações que permitam uma conceituação do que se está fazendo…
não sou uma das pessoas mais adequadas para falar de arte, mas vamos lá… como eu vejo isso?
a experimentação, seja da forma como for, faz parte da caracterÃsitica do espÃrito humano ligado à curiosidade. o desejo de manipular a informação, que não passa de algo ligado a forma, de reconstruir novos fluxos de comunicação, de trabalhar os meios de expressão, faz parte desse processo de se reconhecer no próprio processo criativo.
dessa forma, criar é se construir, antes de mais nada. é pensar em sua própria forma, na sua maneira de encarar o mundo. isso, de certa forma, é algo subjetivo. logo, depende da pessoa ou do grupo de pessoas, da cultura dessa pessoa e o grupo de pessoas.
metaReciclagem tem uma origem na cultura da Internet. na cultura dos blogs, na cultura da linkania, na cultura da colaboração, na cultura e na ética hacker, por excelência. somos formados dentro de um pensamento e de um movimento que pratica uma outra forma de viver e encarar o mundo. mas, essa forma também é subjetiva. há alguns que praticam mudanças interiores antes de executarem as exteriores, outros, praticam mudanças exteriores e ainda assim estão imersos em formas tradicionais de se relacionarem com o mundo, com as pessoas e com o planeta.
cada qual tem o seu tempo, cada qual tem sua percepção.
eu vejo que estamos numa fase de entendermos as possibilidades de manipulação da forma, da informação, da constituição da máquina em relação a novas formas de construção da própria máquina. isso exige de cada um mudanças. sejam elas de percepção, sejam elas de prática. alguns tem a lente de observar as tendências, outros têm a lente de projetar tendências, outros observam os movimentos… eu acredito numa construção prática, objetiva de possibilidades que possam crescer em nÃvel de complexidade. de projetos que busquem sua sustentabilidade e não se construam em pura euforia sistêmica, que toma conta de nossos esforços como um vÃcio, atropelando processos, atropelando pessoas em detrimento de uma pretensa vanguarda cultural inexistente. a única vanguarda em que acredito é a vanguarda do ser, onde ele se supera continuamento em detrimento de seus vÃcios interiores. o resto, são rótulos sociais que permitem a criação de grupos, de conselhos e de homologação coletiva de práticas antigas e viciadas nos mesmos processos de sustentabilidade.
antes de mais nada, o metaReciclaeiro, ou o artesão das Tecnologias, deve ser livre. livre interiormente. cabe a cada um julgar o que essa liberdade representa, mas falo de algo maior do que independência financeira…
enfim, pensemos.
September 8th, 2006 at 5:06 pm
Dalton,
Me identifiquei na busca de estar neste lugar que voçê fala:
“”… eu acredito numa construção prática, objetiva de possibilidades que possam crescer em nÃvel de complexidade. de projetos que busquem sua sustentabilidade…”"”"quero poder realizar movimentos que me conduzam nesta pratica,com a clareza do artesão diante da matéria.
obrigado por mais este seu blog,
abs,
Regis