Quente, muito quente.
Tanzan, celebérrimo mestre zen, dirigia um enterro segundo o ritual. Diante do ataúde, com um tição inflamado, traçou um triângulo no espaço; todos os assistentes esperavam as maravilhosas palavras de costume, mas a boca do mestre permaneceu hermeticamente fechada.
Então, ao passo que os assistentes cravavam os olhos nos raios do sol poente, que, caindo diretamente, abrasavam o crânio raspado do mestre…
– Quente — disse Tanzan –, quente, muito quente!
Fez, então, uma saudação desenvolta diante do caixão e retornou ao seu lugar. Inútil dizer que os assistentes ficaram intrigados por muito tempo depois que o esquife foi colocado debaixo da terra.