Arte e realidade.
Seria possÃvel imaginar uma arte que não tivesse nada a ver com pessoas?
Seria possÃvel imaginar uma arte que não tivesse nada a ver com outras pessoas?
Seria possÃvel imaginar uma arte que não tivesse nada a ver com situações concretas?
Seria possÃvel imaginar a existência de situações concretas sem a existência de coisas?
Seria possÃvel imaginar situações concretas com pessoas onde o comportamento das pessoas não tivesse importância?
Não faz sentido falar sobre arte sem imaginar pessoas, seu comportamento, coisas e situações concretas. Quando se quer falar sobre arte, precisa-se portanto falar sobre: pessoas e seu comportamento com outras pessoas e coisas em situações concretas. Com a condição de que essas pessoas estejam realmente praticando esse comportamento literalmente, então tem-se que imaginar que elas estão experimentando isso como algo significante. Daà segue que é preciso falar sobre: pessoas e seu comportamento significante com outras pessoas e coisas em situações concretas. Há razão em presumir que isso sempre ocorra quando alguém fala sobre arte. De outro modo, alguém poderia acabar imaginando:
arte que não tem nada a ver com pessoas
arte que ninguém acha significante e que, portanto, não tem importância nenhuma
arte que não tem nada a ver com o comportamento das pessoas
arte que não tem nada a ver com outras pessoas
arte que não tem nada a ver com coisas
arte que não tem nada a ver com situações concretas
arte que não tem nada a ver com pessoas e seu comportamento, nem com a falta de sentido, nem com outras pessoas, coisas e situações concretas.
Então agora nós sabemos que:
quando alguém fala sobre arte, tem que falar necessariamente sobre:
Pessoas e seu comportamento significante com outras pessoas e coisas em situações concretas
ou sobre fatores correspondentes, com o mesmo significado e necessariamente com as mesmas relações.
Esse conhecimento nos permite falar sobre arte de uma maneira que faz sentido, e sem permitir que concepções habituais, convenções sociais e concentrações de poder possam ter um papel decisivo em nossas experiências.
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