…cyrano disse,

28.02

Arte e realidade.

Seria possível imaginar uma arte que não tivesse nada a ver com pessoas?

Seria possível imaginar uma arte que não tivesse nada a ver com outras pessoas?

Seria possível imaginar uma arte que não tivesse nada a ver com situações concretas?

Seria possível imaginar a existência de situações concretas sem a existência de coisas?

Seria possível imaginar situações concretas com pessoas onde o comportamento das pessoas não tivesse importância?

Não faz sentido falar sobre arte sem imaginar pessoas, seu comportamento, coisas e situações concretas. Quando se quer falar sobre arte, precisa-se portanto falar sobre: pessoas e seu comportamento com outras pessoas e coisas em situações concretas. Com a condição de que essas pessoas estejam realmente praticando esse comportamento literalmente, então tem-se que imaginar que elas estão experimentando isso como algo significante. Daí segue que é preciso falar sobre: pessoas e seu comportamento significante com outras pessoas e coisas em situações concretas. Há razão em presumir que isso sempre ocorra quando alguém fala sobre arte. De outro modo, alguém poderia acabar imaginando:

arte que não tem nada a ver com pessoas

arte que ninguém acha significante e que, portanto, não tem importância nenhuma

arte que não tem nada a ver com o comportamento das pessoas

arte que não tem nada a ver com outras pessoas

arte que não tem nada a ver com coisas

arte que não tem nada a ver com situações concretas

arte que não tem nada a ver com pessoas e seu comportamento, nem com a falta de sentido, nem com outras pessoas, coisas e situações concretas.

Então agora nós sabemos que:

quando alguém fala sobre arte, tem que falar necessariamente sobre:

Pessoas e seu comportamento significante com outras pessoas e coisas em situações concretas

ou sobre fatores correspondentes, com o mesmo significado e necessariamente com as mesmas relações.

Esse conhecimento nos permite falar sobre arte de uma maneira que faz sentido, e sem permitir que concepções habituais, convenções sociais e concentrações de poder possam ter um papel decisivo em nossas experiências.

Notas: (more…)

27.02

Receita de bloquinhos.

Filed under: aliados, metareciclagem — cyrano @ 18:24

Vou tentar fazer e se ficar bonito posto as fotos aqui.

- Usando um papel de 75 gr para o miolo
- A capa pode ser um  papelão de 1,6 mm
- Imprimir algo em um papel bonito e cola no papelão.
- para segurar tudo, tu fura ele com aqueles furadores simples de 2 furos e passa um barbante de sizal ou alguma coisa bonita para finalizar.

Sabedoria evangélica.

Filed under: academialivre, micropolítica — cyrano @ 17:12

A pressa quem criou foi o diabo.

Não sei se pra eles “trabalho” e “pressa” são a mesma coisa. Para mim, são. :)

23.02

Minidicionário marciano de bolso.

Filed under: academialivre, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 23:33

Verbete: amor.

Zona de cruzamento entre o “eu” e o “tu”.

Af. Sobre o tal menino que foi morto.

Filed under: denuncia, micropolítica — cyrano @ 23:26

Acho que o melhor comentário a respeito já havia sido feito. Em forma de música.

Classe Média (Max Gonzaga)

Sou classe média
papagaio de qualquer tele-jornal
eu acredito na imparcialidade da revista semanal
sou classe média
compro roupa e gasolina no cartão
odeio coletivos e vou de carro que comprei a prestação
só pago impostos
estou sempre no limite do meu cheque especial
eu viajo pouco
no máximo um pacote CVC tri-anual
mas eu não tô nem aí
se o traficante é quem manda na favela
eu não tô nem aqui
se morre gente ou tem enchente em Itaquera
eu quero é que se exploda
a periferia toda
mas fico indgnado com o Estado
quando sou incomodado
pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
o parabrisa ensaboado
é camelô, bijú com bala
e as peripécias do artista malabarista do farol
mas se o assalto é em Moema
o assassinato é no Jardins
e a filha do executivo é estuprada até o fim
aí a mídia manifesta
a sua opinião regressa
de implantar pena de morte
ou reduzir a idade penal
e eu que sou “bem informado”
concordo e faço passeata
enquanto aumento a audiência
e a tiragem do Jornal
toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
Sou Classe Média

Das ciências, meu deus, das ciências!

Filed under: academialivre, micropolítica — cyrano @ 23:19

Ora, cada meio mágico é, aos olhos de quem o emprega, o mais eficaz.

Alguém disse certa vez que três pensadores equivalem a uma aranha. O primeiro gera dentro de si o suco e a semente, o segundo a transforma nos fios e no tecido de uma teia artificial, e o terceiro se embosca nessa teia e observa as vítimas que passam por ali, para viver às custas da filosofia.

Há técnicas que seduzem pela sua eficácia. Outras, pela sua obscuridade. É o caso do zen e do conhecimento científico, por exemplo. Só espero que vocês, leitores, não associem as coisas ao contrário.

Talvez seja melhor uma imagem, então: seria como ficar a falar da xícara, quando no entanto poderíamos tomar um chá. Melhor ainda se for maluco.

22.02

Acendendo velas.

Christiania é uma coisa que me deu vontade de chorar. Resumiram sua história em uma experiência, artística, de ocupação de zona militar abandonada em Copenhague. Saiu notícia numa revista alternativa, e a exposição artística virou dia de festa.

Resultado: a comunidade existe há 33 anos, já teve problemas com drogas e muitos mais com os políticos e a mídia. Estão ameaçados de extinção, como sempre, pois o governo está discutindo uma formalização da área em propriedades privadas (que, nesses últimos 33 anos, não existiram ali). Se organizam em conselhos que decidem as coisas por consenso, e abriram uma espécie de seleção para artistas, pesquisadores e acadêmicos irem lá morar um tempo na comunidade. Deve ser um lugar bem interessante!

Como vi que eles assam o próprio pão, resolvi mandar um e-mail autoconvidativo pra ficar lá uns tempos. E tou torcendo muito pra que respondam. A data-limite era 20 de fev…

Acendam velas aí!

19.02

Vixe, rapaz.

Filed under: metacafe, micropolítica — cyrano @ 20:07

Nó, quem não almoçou comigo hoje perdeu.

Fiz isso aqui, ó. Yakisoba divertido do Dani. :)

15.02

Em caso de dúvida.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 17:07

Eu tenho um cérebro. Mas quem foi que disse que ele é o único órgão capaz de pensar? Bem, não importa. Seja lá quem for, mentiu.

Logo do MetaCafé.

Filed under: metacafe, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 13:44

Fizemos. Chega. Num guento mais.

14.02

Linqs super importantes.

Filed under: ativismo, metacafe, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 13:16

Jurídico. MetaCafé. Coisas importantes de se saber sobre OSCIPs, ONGs, etc.

http://www.planejamento.mg.gov.br/governo/choque/oscip/oscip.asp

13.02

Aliados…

Filed under: aliados, ativismo, metacafe, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 18:31

Eu simplesmente AMO essa galera. Não conheço mas amo. :)

Um bar móvel.

Outro bar móvel!

Free Image Hosting at www.ImageShack.us

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Conversa boa.

Filed under: academialivre, metacafe, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 14:08

primeiro o miguel:

Sobre o tag ainda não amadureci a idéia, infelizmente sempre ficamos a mercê das estruturas capitalistas. Esse tag pelo que entendi seria uma marca ou algo parecido. Hoje temos registrado duas marcas, Mundo paralelo ainda está em fase de registro. Consol e Ecos são nossas marcas mais tradicionais. Ambas custaram caro, o registro de uma marca está em torno de 5 mil reais.Na verdade pensamos “Mundo Paralelo” ser muito mais que uma marca e sim um conceito que alie a economia solidária a toda a questão cultural, software livre e demais temas de luta. Com a implantação do sitio na internet (previsto para o mês de abril), vamos poder repassar um pouco do que estamos pensando a médio e longo prazos.

Sobre nossa estrutura, não somos um restaurante, somos um bar, mas que tem uma estrutura maior por conta de organizarmos eventos, discussões e juntar uma tribo bem grande. Estamos organizando para o dia 8 de março um Sarau para o dia de luta das Mulheres. A idéia é reunir mais de 200 pessoas no bar. Estamos também organizando um evento com a galera do Software livre para abril e ainda em março queremos viabilizar um evento com o povo das produções independentes, até já temos o nome (Aguas de março).

Esse povo aqui do sul é meio doido, não liga, mas voltando ao tag. Quero entender melhor a proposta, se puder me passando informações, acho que temos que ver se nossa estrutura se encaixa na proposta de vocês. A aproximação é boa.

Abraços

Miguel Steffen

agora eu:

Oi Miguel,

a idéia da “marca” é a seguinte: utilizar, da mesma forma que os capitalistas, um símbolo que possa ser levado além. Pra várias bandas. Você vai pro TIbet e lá encontra um mcdonald com a mesma arquitetura, sabores, cores e seu símbolo, que vc encontraria em um chópim de porto alegre. Aliás, mais ou menos a mesma coisa acontece com os chópims, né?

Bom, mas usaríamos isso a nosso favor. Uma tag, seja ela “metacafé”, “mundo paralelo”, se for usada repetidamente, torna-se um signo né. Se agente trabalha ela, divulga, faz folder, explica nossas idéias, vai criando esse signo. E os espaços que se identificam, compartilham uma ética, princípios, desejos, usariam esse signo e o controlariam, controlariam seu uso, os métodos de uso, os valores que querem agregar nele, tudo coletivamente. como se fizéssemos um mcdonald copyleft, que ao invés de gerar redundâncias em diversos pontos no mundo, assolapando culinárias e tudo o mais, fizéssemos justamente o contrário. Dizem eles, “somos iguais em qualquer lugar”. Nós dizemos “somos livres para sermos diferentes entre nós, e nos amamos”.

Pegou a idéia?

Visita o wiki do metacafé. A gente poderia usar a marca de vocês, “Mundo paralelo”, como tag. Aí o espaço que criaremos aqui em bh, nosso primeiro, se chamaria “metacafé: mundo paralelo” ou algo do tipo, o restaurante das meninas de arraial dajuda, mesma coisa… o nome do restaurante delas + nossa tag, que decidiremos juntos.

Uai, precisa registrar marca, cara? Eu fiz o wiki do MetaCafé e escolhi uma licença creative commons, e todo o conteúdo gerado no wiki está automaticamente licenciado sob ela. Supus, talvez ingenuamente, que a marca, a logo que criamos, também estivesse protegida. Será que não?!

ai ai ai.

abraços!

12.02

Conselho.

Filed under: academialivre, micropolítica — cyrano @ 14:24

Não confie em pessoas chegadas a teorias — principalmente quando são para se justificar.

Há outra solução.

Filed under: academialivre, aliados, ativismo, denuncia — cyrano @ 13:42

Há várias, e elas tão em luta nesse exato momento.

Bica ecoando CMI:

Av. Prestes Maia, 911: última grande ocupação do centro de SP pode ser despejada

As 468 famílias que vivem há três anos no número 911 da avenida Prestes Maia podem ser despejadas. O prédio é a última grande ocupação a resistir à política higienista do prefeito José Serra e ao projeto de “revitalização” — expulsão dos pobres — do centro de São Paulo.

Entre os dias 15 e 21 de fevereiro, o 7º Batalhão de Choque da Polícia Militar de SP pode colocar na rua as 1.630 pessoas que vivem no local. Elas transformaram o que era depósito de lixo e ponto de tráfico de drogas em moradia, que inclui uma biblioteca com mais de 3.500 livros.

O imóvel é de propriedade do vereador Jorge Hamuche e de Eduardo Amorim. Além de não possuírem a escritura, os dois deixaram o edifício abandonado por 12 anos e devem R$ 5 milhões em IPTU ao governo municipal.

Os moradores da ocupação Prestes Maia estão em jornada de luta e pedem apoio para negociar com as autoridades. Foi iniciada uma série de manifestações e ações para evitar o despejo e garantir às famílias o atendimento adequado. Participe!

Textos: Carta da Comissão de Moradores do Prédio Prestes Maia sobre a Reintegração de Posse | Ato contra a reintegração de posse da ocupação Prestes Maia | Biblioteca Sem-Teto?

Fotos: Famílias fazem manifestação na prefeitura contra o despejo - I | II

Sr. Hamuche: esse é o cara

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