…cyrano disse,

30.11

Polícia republicana.

Filed under: ativismo, denuncia — cyrano @ 20:45

E depois ainda acham estranho que eu tenha medo do cidadão de bem.

Direto do Centro de Mídia Independente, um exemplo de procedimento padrão da polícia:

Cristian Santander, estudante universitário da Escola de Sociologia e Política (ESP), foi agredido impiedosamente pela polícia paulista na sexta dia 24/11, após o ato da Frente de Luta Contra o Aumento. Durante o ato, quando começou a repressão policial para desocupar o Terminal Parque Dom Pedro II, os/as estudantes sentaram no chão com as mãos levantadas, na saída do terminal, para mostrar que não estavam dispostos a entrar em confronto.

A íntegra da notícia está aqui.

Sensacionalistas são eles. Nós não estamos atrás de violência.

EUA mandam PCs inúteis para nações pobres.

Filed under: ativismo, denuncia, metareciclagem — cyrano @ 14:05

Da lista metarec:

Terça, 25 de outubro de 2005, 15h28 Atualizada às 17h51

Computadores e outros equipamentos enviados dos Estados Unidos para países em desenvolvimento, para serem utilizados em lares, escolas e empresas, são em grande parte inúteis ou não têm conserto, e estão criando um enorme problema ambiental em alguns dos lugares mais pobres do mundo. A informação está no relatório The Digital Dump: Exporting Reuse and Abuse to Africa, lançado pela organização não-governamental Basel Action Networked (BAN), que tem sede em Seattle. A ONG critica duramente a estratégia dos Estados Unidos para livrar-se de seu lixo tecnológico.

O relatório diz que os equipamentos obsoletos estão sendo doados ou vendidos por empresas norte-americanas que estão trocando suas máquinas como uma maneira de evitar a despesa que essas companhias teriam se fossem reciclar corretamente seus computadores. O estudo da BAN foca principalmente a Nigéria, na África ocidental, mas afirma que a situação é semelhante em muitos países em crescimento, conforme reportagem publicada no New York Times. O relatório pode ser lido (em inglês) no site da BAN: www.ban.org. “Frequentemente, a justificativa de estar construindo ‘pontes sobre a brecha digital’ é usada como desculpa para disfarçar e ignorar o fato de que essa pontes servem para transferir lixo tóxico”, diz o relatório da ong. Como conseqüência, a Nigéria e outras nações em desenvolvimento estão carregando uma carga desproporcional do lixo mundial oriundo dos produtos de tecnologia, de acordo com Jim Puckett, coordenador da BAN.

O porto da capital nigeriana, Lagos, recebe mensalmente contêineres com  equipamento eletrônico de segunda mão. Cada contêiner tem em torno de 800 computadores, o que soma 400 mil máquinas usadas a cada mês. “Os nigerianos nos dizem que estão recebendo em torno de 75% de equipamentos inutilizados, que não podem ser consertados”, disse Puckett.

A ONG visitou Lagos onde verificou que, apesar da crescente indústria de tecnologia, o país não tem infra-estrutura para reciclar os componentes desta indústria. Assim, os equipamentos inúteis vão parar em aterros ou lixões a céu aberto, onde as toxinas podem poluir o solo, a água e criar condições insalubres. De acordo com o Conselho Nacional de Segurança dos EUA, mais de 63 milhões de computadores se tornarão obsoletos no país em 2005. Esses equipamentos contêm chumbo, cádmio e plásticos variados, entre outros componentes, todos nocivos ao meio ambiente e aos seres humanos.

Puckett disse ao NYT que a BAN identificou 30 recicladores nos Estados Unidos que concordaram em não exportar lixo eletrônico para nações em desenvolvimento. “Estamos lutando para que se torne uma prática comum o teste e a certificação do material enviado”, afirmou. A ONG trabalha também para reforçar a Convenção da Basiléia, um tratado da ONU que tenta limitar o comércio de sobra de materiais perigosos. Os Estados Unidos são o único país desenvolvido que não assinou o tratado.

Em 2002, a Basel Action Network foi co-autora de outro relatório destacando que 50% a 80% dos equipamentos eletrônicos usados coletados para reciclagem nos Estados Unidos era desmontado e reciclado sob condições irregulares e nocivas à saude na China, na Índia, no Paquistão e em outras nações em desenvolvimento. O novo relato reforça: os americanos podem ser enganados ao pensar que seus velhos PCs estão sendo postos a serviço do bom uso.

28.11

Reciclista em Belo Horizonte.

Filed under: aliados, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 14:20

Ei povo,

Tem uma lista de (discussão via) email que se chama RecicLista BH - Lista de Reciclagem e Reaproveitamento de itens de Belo Horizonte. É de doação (não é lista de troca, nem de venda)

Saca aquele regador velho, chaxim, havaianas, corrente de bicicleta, que você tá afim de jogar fora? Pois é. Não faça mais lixo à toa! Tem gente que pode se interessar no que você não se interessa mais!! :) Diminua seu lixo!

Dá uma olhada nesse link e vê como funciona:

http://lists.riseup.net/www/info/reciclista-bh

Cadastre-se e divulgue!

27.11

O humano por excelencia.

Filed under: aliados, humor, metareciclagem — cyrano @ 15:51

Talkim fazendo bonito na lista metarec (e eu adulterando…):

Adoro asserções, no que elas nos sugerem:

A violência é um impulso da natureza humana

A violência é uma humanidade natural do impulso

A violência é um humano impulso na natureza

A natureza é uma violência impulsiva do ser humano

A natureza é uma violência humana do impulso

A natureza é um impulso humano da violência

O humano é um impulso violento da natureza

O humano é uma violência natural do impulso

O humano é um natural impulso da violência

O impulso é uma humanidade natural da violência

O impulso é uma natureza violenta do humano

O impulso é uma violência humana por natureza.

Catando.

Filed under: academialivre, aliados, metareciclagem — cyrano @ 15:35

Linqs.

Aqui.

O cara apareceu numa lista que participei pouco tempo, discutindo escola, educação, etc. Bom, de repente eu percebi que num queria pensar nenhum espaço onde essas coisas se centralizassem.

Os textos no wiki desse mosaico são chatos e ainda não saquei qual o proposito dessa coisaí, mas o catado de linqs é bem legal…

Eita. Moradia é importante!

Filed under: ativismo, denuncia, radiolivre — cyrano @ 12:42

Recebi via radiola:

Prezadxs Companheiros e Companheiras de Luta,

Informamos que na Noite do dia 24 de novembro de 2006 as Brigadas Populares organizaram a ocupação de um prédio abandonado no Bairro Serra, região Centro Sul de Belo Horizonte, reivindicando o atendimento das familias sem-teto de BH. O imóvel agora é o lar de familias que haviam sido despejadas por falta de pagamento dos aluguéis, a ocupação foi batizada de Caracol.

Contamos com a solidariedade de todos e todas e pedimos que assinem e divulguem nossa carta de apoio com o objetivo de acumularmos força para conquista a desapropriação do imóvel em proveito dos seus ocupantes.

A carta encontra-se em Anexo, contamos com a solidariedade de todoxs e esperamos sua visita a nossa ocupação.

Saudações Socialistas

Pedro Otoni - Brigadas Populares - BP Serra

Pátria Livre e Poder Popular

A carta tá em anexo no meu e-mail. Se quiser é só pedir que eu repasso.

ps: talvez alguém se interesse em saber que o filme “Dia de Festa” me fez prestar muito mais atenção nesse movimento sem-teto…

Hmm…

Filed under: ativismo, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 12:29

Notícia via metarec: V é de liberdade”.

Ainda não li os quadrinhos nem vi o filme.

Mas, de qualquer forma, acho que vou fazer um stencil disso aí…

22.11

Uau!

Filed under: academialivre, aliados, metareciclagem — cyrano @ 15:31

http://universitatpirata.org/

Valeu, ff!

ps: seguinte, quem for visitar o site faz favor de dar uma olhada nas fotos do campus universitario, no fim da pagina… ;D

Educação como desculpa.

Filed under: academialivre, ativismo, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 10:27

Mandei pra lista metarec:

Eu sei que o título não explica nada, mas fiquei com preguiça de pensar num melhor.

Tem uma turma em BH que resolveu começar a se encontrar pra jogar conversa fora, usando como desculpa a nossa vontade compartilhada de pensar a educação, tudo que se relaciona com ela, e tendo como horizonte a idéia estapafúrdia de montar uma escola de verdade.

Claro, eventualmente podemos implodir o espaço “escola”; quem sabe transformá-lo em algo irreconhecivel e sem nome.

http://r19.sarava.org/Main/MetAprendizado

Pra quem quiser ajudar… Mesmo porque sei que tem gente nessa faz tempo, então linqs, colaborações e todo aquele variado e maravilhoso etc. que sempre podemos esperar da lista, enfim, tudo será bem vindo.

Inté!

MST na reta.

Filed under: aliados, denuncia — cyrano @ 10:08

Campanha pela indenização e assentamento das famílias vítimas do Massacre de Felisburgo.

Caros amigos e amigas do MST,

Nessa semana, o Massacre de Felisburgo (MG) completa dois anos. Em 20 de novembro de 2004, 18 assassinos encapuzados, coordenados pelo latifundiário Adriano Chafik, foram ao acampamento Terra Prometida e atiraram contra homens, mulheres e crianças. Os Sem Terra Iraguiar Ferreira da Silva, Miguel José dos Santos, Francisco Nascimento Rocha, Juvenal Jorge Silva e Joaquim José dos Santos foram mortos. Mais 13 pessoas ficaram feridas e cem famílias foram desalojadas.

Depois de tanto tempo, apenas três envolvidos estão presos. O mandante do crime continua em liberdade, assim como os sete jagunços já identificados pelas vítimas. Eles convivem diariamente com os Sem Terra atacados, mantendo o clima de terror na região. A Fazenda Nova Alegria, de dois mil hectares de terras devolutas, de acordo com o Instituto de Terras de Minas Gerais, ainda não foi destinada à Reforma Agrária.

O governo de Minas Gerais, acusado de omissão no caso - antes do massacre, o MST e a CPT (Comissão Pastoral da Terra) denunciaram as ameaças sofridas pelos Sem Terra, mas as autoridades responsáveis nada fizeram para evitar a tragédia - concordou em indenizar as famílias das cinco vítimas pelas mortes e conceder aposentadoria às viúvas.

Para garantir que a promessa fosse cumprida, o deputado estadual Rogério Correio (PT), vice-presidente da Assembléia Legislativa de Minas, protocolou o projeto 2972/2006, que transforma o acordo em lei. Com a iminência da votação do projeto, o governador Aécio Neves voltou atrás e rompeu o acordo estabelecido com os Sem Terra, orientando a sua bancada a rejeitar a proposta.

Diante desse quadro, o MST iniciou uma campanha para que o governador Aécio Neves cumpra o acordo feito com as famílias Sem Terra vítimas da chacina de Felisburgo. Além disso, o Movimento exige que o governador apóie o desaforamento do julgamento de Chafik e dos jagunços para Belo Horizonte (MG), já que o Ministério Público Estadual atestou que a precariedade e a influência dos fazendeiros da região de Felisburgo podem prejudicar o processo jurídico. Os Sem Terra pedem ainda a desapropriação da Fazenda Nova Esperança por interesse social.

Todos aqueles e aquelas que defendem os direitos humanos e querem contribuir nesta campanha, devem escrever para o governador Aécio Neves, usando o modelo abaixo ou outras formas de manifestação:

Exmo. Sr.
Dr. Aécio neves
M.D. Governador de Minas Gerais
Belo Horizonte.
cerimonial@mg.gov.br
fax 31-32506038

Prezado Governador,

Vimos a sua presença para lembrá-lo que nesse mês de novembro celebramos dois anos da chacina de Felisburgo, na região do Vale do Jequitinhonha, onde o fazendeiro Adriano Chafik Luedy comandou 11 pistoleiros em plena luz do dia em ataque a um acampamento de trabalhadores Sem Terra, no qual foi ateado fogo na escola, nos barracos de lona e assassinados a sangue frio cinco trabalhadores rurais mineiros.

Diante da indignação de todos e todas, logo após o massacre foi firmado um acordo em que o governo do Estado e a Assembléia Legislativa assumiram um projeto para a indenização e reparo parcial das perdas às famílias das vítimas na chacina.

O projeto legislativo foi elaborado, sob o número 2972/2006, e está pronto para ser votado. No entanto, soubemos que a bancada de seu governo se recusa a aprová-lo, rompendo assim o seu compromisso.

Por isso, vimos a sua presença pedir que oriente sua bancada a aprovar o projeto ainda neste ano e, dessa forma, as famílias podem obter pelo menos o conforto da sociedade mineira, reconhecendo os erros em torno da tragédia.

Pedimos também o seu apoio político para que o processo de julgamento dos réus seja desaforado e aconteça em Belo Horizonte, capital do Estado, conforme parecer do Ministério Publico Estadual que atesta a precariedade e a influência dos fazendeiros na região do massacre, que podem prejudicar o processo jurídico.

Além disso, precisamos do seu apoio para encaminhar junto ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) a desapropriação ou compra da área da Fazenda Nova Alegria por interesse social, em função dos graves conflitos que persistem na região, ainda mais que a entrega dos 500 hectares de terras públicas estaduais não resolveram os problemas nem viabilizou o assentamento de todas as famílias.

Certos de sua atenção, desde logo agradecemos.

Forte abraço,
Secretaria Nacional do MST.

16.11

nóóóóóóóóóóóóó!

Filed under: ativismo, metareciclagem — cyrano @ 11:38

…eu acho que a vida cotidiana nas sociedades contemporâneas é como um deserto, um imenso deserto árido e inóspito que cada um atravessa mais ou menos como pode, com as condições de que dispõe. Os movimentos moleculares são como os antigos tuaregs, que atravessam o Saara com suas caravanas estabelecendo contato entre povos distantes e buscando abrigo nos oásis. Eles são os novos tuaregs, cruzando esse deserto em busca de novos oásis de prazer, fazendo contato com outras caravanas. Já os partidos são como as grandes empresas capitalistas, com seus projetos de construção de imensas represas para irrigarem o deserto e transformarem tudo. Eu gosto particularmente dessa metáfora porque eu andei sabendo recentemente que os ecologistas descobriram que a visão que se costumava ter do deserto como um lugar morto, onde não existe vida, é completamente falsa. Existe todo um meio ambiente próprio do deserto, com suas formas de vida próprias. Portanto, irrigar o deserto é também uma espécie de desastre ecológico. Talvez os grupos minoritários estejam mais corretos percorrendo o deserto da vida cotidiana em suas caravanas, como novos tuaregs, sem se preocuparem com obras de irrigação e represas…

– Marcus do Rio pirando na batatinha. Achei no livro Micropolítica: cartografias do desejo.

14.11

Ativismo wifi.

Filed under: academialivre, aliados, ativismo, radiolivre — cyrano @ 18:04

Da lista metarec pruma pagina no rizoma.net.

Sobre wi-fi, pirataria, internet livre daquele jeito. Ativismo criando novas ondas, incrusivi com escorredor de macarrones.
Vqv…

Radio livre: Noticias recentes.

Filed under: ativismo, radiolivre — cyrano @ 17:46

Noticias interessantes sobre radio livre… Bem interessantes.

1. Rádios livres propõem ações com comunidades

27/10/2006

Um encontro de rádios livres que aconteceu na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, em outubro, discutiu formas de aproximar as rádios livres e a sociedade. Atualmente, a maioria das rádios livres se encontra nas universidades — o que, de certa forma, prejudica essa aproximação. Para o coletivo da Rádio Muda, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), transpor os muros do campus universitário permitiria que esses canais de comunicação desempenhassem um papel mais integrado às comunidades.

Tradicionalmente, são as rádios comunitárias que deveriam desempenhar um papel de integração com a sociedade, dando voz a essa. No entanto, muitas vezes estas são apropriadas por interesses particulares e acabam vinculadas a partidos políticos, instituições religiosas ou comerciais. “Se a rádio comunitária não é livre, a rádio livre pode ser comunitária. A desobediência civil está se tornando uma opção cada vez mais aceita”, informa o coletivo da Rádio Muda, da Universidade Estadual de Campinas. Além da Rádio Muda, participaram do evento a Rádio Grilo de Goiânia, a Rádio Pulga do Rio de Janeiro, a Rádio Mangue do Ceará, entre outras.

Um exemplo apresentado no evento foi a experiência da Rádio Mangue – A voz dos povos do Mar, do Ceará. Embora ainda esteja em fase inicial, a proposta já produz bons resultados. A rádio procura articular e fortalecer a comunicação da zona costeira do Ceará. Assim, as comunidades de pescadores comunicam-se entre si, montando pequenas rádios locais.

Durante o encontro, os participantes também fizeram um trabalho de campo na zona sul do Recife, num lugar chamado Ilha de Deus, para instalar uma rádio para essa comunidade. Na Ilha de Deus existe um centro cultural que conta com o apoio da Ação Comunitária Caranguejo Uça, onde os moradores desenvolvem atividades de reciclagem, artesanato, percussão e oficinas de leitura. Havia uma rádio na Ilha que funcionava com algumas caixas de som nos postes da localidade, porém não alcançava a Ilha toda.

“Chegamos com um transmissor e instalamos uma antena. A rádio deles agora funciona em 88,3 FM”, conta o coletivo da Rádio Muda. “A transmissão não ficou perfeita, mas a Rádio Livre-se, do Recife, vai ajudar a melhorar as transmissões da comunidade da Ilha de Deus”, completa. A Rádio Livre-se durante muito tempo sobreviveu transmitindo, sem lugar próprio, ações pela cidade, mas agora conseguiu um espaço na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para ser seu estúdio fixo, mas a proposta de aproximação com a comunidade vai continuar. Outro exemplo de rádio sem sede é a Rádio Grilo de Goiânia. Ela só transmite nos eventos da cidade, sem hora e lugar certos.

Rádios livres e rádios comunitárias

As rádios livres transmitem sem a autorização governamental. Nelas, as faixas de onda são consideradas propriedade coletiva e cabe à coletividade usufruir delas. Essa forma de transmissão é também a maneira encontrada para questionar a política de concessão dos meios de comunicação no Brasil. O Estado – atraves do Ministério das Comunicações (MC) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – não reconhece a legitimidade dessas rádios.

Atualmente não há uma Lei que regulamente as rádios livres, que operam sem concessão do governo. Existem, segundo a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), cerca de 5 mil rádios sem concessão funcionando no Brasil. Muitas delas estão na fila das concessões há 7 anos ou mais. O processo atual de concessão dos meios de comunicação é muito criticado no Brasil. A reportagem “Política rege concessões de rádio e TV”, publicada na ComCiência, mostra que, apesar de ser inconstitucional, existem cerca de 80 parlamentares que são concessionários. Ja as rádios comunitárias, segundo o Ministério das Comunicações, são um tipo especial de emissora que deveria divulgar a cultura, o convívio social e eventos locais. Bem como, noticiar os acontecimentos comunitários e de utilidade pública e promover atividades para a melhoria das condições de vida da população. Não podem ter fins lucrativos, nem vínculos de qualquer tipo com partidos políticos nem instituições religiosas.

2. Vereadores de Tefé e Anatel é contactada

Nesta terça, dia 7, a rádio livre Xibé 106,7fm ocupou a Câmara dos Vereadores do município amazonense de Tefé, instalando nela o seu estúdio. O objetivo foi estimular a participação presencial e em FM da população na audiência pública sobre o grave problema da energia elétrica na cidade. Ela é abastecida por uma termoelétrica altamente poluidora, “caindo aos pedaços”, que deixa a cidade com apagões e racionamentos constantes, problema semelhante ao de outras cidades. Gerida pelo governo federal, revela o descaso com que tem sido tratado o interior do Amazonas.A ação da rádio Xibé foi bem recebida, mas gerou incômodo em outros meios de comunicação presentes. Por iniciativa da Rádio Educação Rural de Tefé AM 1580hz, rádio com concessão comercial ligada à igreja Católica e nascida como parte do Movimento de Educação de Base nos anos 60, as diretorias das rádios comerciais da cidade contactaram a Anatel solicitando informações sobre a rádio livre e a fiscalização por parte do órgão. A rádio católica sustenta-se através de anunciantes e teme perder audiência.

O Centro de Estudos Superiores de Tefé, da Universidade do Estado do Amazonas, que convocou a audiência e deu a idéia para a rádio livre participar, defendeu-a dizendo que está ligada ao Programa Mídia e Cidadania de pesquisa e extensão universitária. Trata-se de um laboratório para novas formas de comunicação da população, e não de uma rádio convencional prevista em lei. Os membros do laboratório radiofônico Xibé explicam que ele é gerido por um coletivo autônomo e aberto a toda a população, o que contribui inclusive para democratizar a universidade.

Gastronomia lambe-lambe.

Filed under: aliados, metareciclagem, micropolítica, radiolivre — cyrano @ 15:33

Vou testar essa cola lambe-lambe e digo, em breve, se funciona mesmo…

INGREDIENTES

-7 colheres de sopa de farinha de trigo
-1 colher de sopa de vinagre
-1 litro de agua

MODO DE PREPARO

Ferva 3/4 da agua em uma panela grande. Separadamente, misture em uma tigela 1/4 da agua com as 7 colheres de farinha, até dissolver totalmente. Ao ferver a água, jogue a mistura com farinha e mexa por 5 minutos até engrossar. Coloque o vinagre e mexa por mais 2 minutos. Resfrie antes de usar. Guarde na geladeira.

Dicas

No lugar do vinagre pode-se usar pinho-sol ou lisoforme. Para evitar o apodrecimento junte outras colas. Pode-se substituir, tambem, a farinha por polvilho doce ou azedo.

Tirei do CMI.

13.11

Eu vou!

Filed under: aliados, ativismo — cyrano @ 12:40

Terceira Feira Nacional de Economia Solidaria

16 a 19 de novembro de 2006, na praça da estação - belo horizonte, mg

De 16 a 19 de novembro de 2006, acontecerá em Belo Horizonte na Praça da Estação, a Terceira Feira Estadual de Economia Solidária e Ciclo de Debates, com comercialização de produtos, conversas, trocas e experiências de cada regional que participa do Fórum Mineiro de Economia Popular Solidária (FMEPS), bem como a definição de diretrizes, prioridades, encaminhamentos e agendas do Movimento para 2007.

Vai ter programação cultural durante todo o dia com apresentações de teatro infantil, manifestações artísticas de todo o estado, espaço de recreação para as crianças, divididas entre a Praça da Estação e o Espaço Miguilim.

Estarão presentes os grupos culturais: Companhia de Dança SeraQuê?, Banda Zilah, Ronaldinho Pio e Bloco Alvorada Pé Vermelho, Teatro Romeu Sabará, Banda Saci Reggae, Meninas de Sinhá, Escola Acrobática, Circo, Caravana Arco-íris, Solos de Palhaço, Lico Lisboa, Jorge Dissonância, Embaixadores da Lua, Meninos do Morro, Kandoá, Grupo Folclórico Tumaitá e Drumonzinhos, Choromin, Banda Uma Pessoa, Banda Navalha, Léo Marques e os Tambores do Matição, VDR (rap) entre outros.

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