É, nunca tinha parado pra pensar. Aliás, se não estivesse sem o que fazer no momento, nem iria.
Um blogueiro que não vou linqar por pura preguiça tava chamando de stalinismo a decisão do dono de uma banca de jornal, de nunca mais vender veja e outras drogas lÃcitas do gênero. E queria convencer seus clientes a comprar cartacapital, carosamigos.
Stalinismo porque o cara pretende saber o que é melhor pros outros. E o próprio blogueiro pretende o que, publicando seus comentários? Tá publicando não é pra ser lido, bacanão? Pra convencer as pessoas de que o “livre arbÃtrio” é melhor que “escolher arbitrariamente o que vender”? Santa ingenuidade… Será que o “máximo de livre arbÃtrio” que podemos realizaer é vender revistinhas da esquerda e da direita? Não seria possÃvel — ir além?
Não é a toa que estudante de comunicação empolgou tanto com blogue: agora cê pode trabalhar com jornalismo sem patrão, ê! fura a fila do puxasaquismo e seja seu próprio editor! urrú, viva a democracia! Não precisa nem ser jornalista mais!
Claro que não. Basta se comportar direitinho como um.
Em todos os cantos dos escritórios de edição, debaixo do chão onde colunistas e blogueiros se engalfinham pra ver quem profetiza mais alto, nos espaços de comentários onde essas pequenas multidões escrevem direitinho o endereço de seus sites pra não perder a chance de ser, quem sabe, descoberto, e em toda a modinha da mÃdia democrática, tão gritada aos 4 ventos por esses burgueses esclarecidos… No fundo, como dizia, passando por baixo, pela fresta da porta, pelo cofrinho, pela dobra da orelha, um sussurro unÃssono e insistente percorre o ar da mÃdia de massa, tanto da grande quanto da pequena:
vocês não precisam optar por outra sociedade,… vocês não precisam optar por outra…
Muito bem, senhores, muito bem. Mas isso não significa que não possamos brincar! Faça rádio livre. E não me segue que eu não sou novela.