…cyrano disse,

28.09

E essa merece post à parte.

Filed under: aliados, metareciclagem — cyrano @ 14:58

DPádua, rupiano meus pelim todo.

não interessa o nome que damos pras pecinhas
desse cenário. arte, técnica, etc… é tudo expressão.
a gente pode complicar nossas relações, complicar
nossa relação com nossa linguagem, criar enormes
sociedades pervertidas (dominadores x dominados), etc..
ainda é são nossos sentimentos cantando uns para os outros.
dependendo da gentileza, a cantoria dura eras.

vamoquevamo!

Amo muito tudo isso.

Filed under: aliados, metareciclagem — cyrano @ 14:54

Metarec, sempre agradando.

O glerm (cadê seu blogue…?) tava defendendo a apropriação metareciclenta da palavra “artista”. Uirá responde:

eu sou bom de cama, sei fazer café
e ninguém reclama do meu cafuné mas…
ARTISTA ÉEH O CARALHO!!! é o
caralho!!!

<Linha de comando>

yeah!!!

Ou ié! Pra quem não conhece essa música, recomendo. Um hit descentralizado. ;)

Uau!

Filed under: aliados, radiolivre — cyrano @ 14:48

Radiola bombando na mídia! hehe, quem diria….

Com um trampo super precário e muita boa vontade, algumas pessoas do coletivo conseguiram organizar o Curto-circuito de Oficinas. E, com tudo em cima da hora, péssima divulgação, cartazes atrasadíssimos (como sempre), saímos no portal da Trama, destaque na página principal! Gostei.
Único defeito é que citaram o Zé. Ah nem… :P

26.09

Pra quem não tá sabendo…

Filed under: aliados, radiolivre — cyrano @ 20:13

O Coletivo Radiola tá organizando um pequeno ciclo de oficinas e debates, o Curto-Circuito.


de 27 a 30 de setembro, em BH.

25.09

Muito boa!

Filed under: humor, micropolítica — cyrano @ 16:08

Tirei do Alfarrábio, como quase sempre. :)

Sérgio Augusto, no Aliás arrumou o artigo A gozação e seus efeitos curativos - Como enfrentar seguidores mais dogmáticos de Jesus, Deus ou Alá? Gozando-os. Rindo, castigamos xiitas de todos os credos. É pra pensar. segue o finalzinho do artigo:

Jesus, Deus, Alá — como dão problemas esses senhores. Eles, não, perdão: seus seguidores mais dogmáticos. Para enfrentá-los, você tem que hezbollah, hezbollah, hezbollah. Gozá-los é uma alternativa, quase certamente infrutífera; mas, como dizia o outro, rindo castigamos os mouros. Vai daí que, entre as demissões de Cruise e Mary Lambert, um humorista digno do Monty Python e do Casseta & Planeta postou na internet um falso feature da Reuters, dando conta da última jogada das potências ocidentais para acabar com os militantes do Hezbollah. ‘Intelectuais franceses desembarcam no Líbano para convencer o Hezbollah da inexistência de Deus’ — anunciava um despacho, ‘enviado’ de Tel-Aviv.

Integrantes da Brigada Jean-Paul Sartre, também conhecidos como ‘Boinas Pretas’, eles desceriam de pára-quedas perto das frentes de batalha com a missão de espalhar dúvidas, desânimo e anomia existencial entre os inimigos. Chefiados pelo coronel Marc-Ange Gauthier (treinado na Sorbonne, barba por fazer, banho por tomar, um pulôver preto, um Gitane a cada dez minutos), montariam cafés esfumaçados, onde só se discutiriam a natureza absurda da vida, o isolamento do homem no universo, o ser e o nada (sobretudo o nada). Em pontos estratégicos seriam despejados panfletos, demonstrando a inexistência de Deus e usando como provas o fato de Michael Jackson continuar solto e ter gravado um novo disco e Oprah Winfrey não ter morrido.

Rindo castigamos os xiitas de todos os credos.

Mudanças de plano.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 15:50

Bom, eu fazia camisas. Ainda faço. Mas, a gente fazia camisas pra vender. Não vendemos quase nenhuma. :)

Melhor é fazer estampas, você arruma a roupa e eu aplico a estampa do jeito que você quiser. Pra ver as imagens que tenho disponíveis atualmente, procure o linq na barra ao lado, “stencils”.

Acho que vou cobrar, em média, 6 reais por isso. Tá bom, né?

18.09

Morangos 2.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 1:35

Deleitos macios se pregam ao cheiro doce, à boca doce; o mar das peles se esparrama nos corpos. A água timbre (um por vez) suaves tremidos, e descansa o ar nesses calores mortos. O ar antecede os ouvidos. Aqueles olhos. Um perfurme vermelho (morangos), alguma canela em meio a planos; a sorte destila o mais puro requinte. Não posso contê-la – faltam-me modos. Aceios permito e romances comprovo. Possuo deuses, e deusa. E com morangos decoro meu voto.

17.09

Céu de baunilha.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 22:43

Achei no blogue do Daniel Pádua

… que tirou do flickr da irmã da Tutti. (não, não tenho a mínima idéia de quem seja).

Como ler uma Folha de São Paulo.

Filed under: ativismo, denuncia, micropolítica — cyrano @ 22:24

Diz a chamada da reportagem:

Discípulo de Jacquesle Goff, Jerôme Baschet defende que a experiência zapatista está redefinindo o tempo histórico e diz que a satanização de Bush é um legado medieval.

Uma alusão ao discurso da “atrasada e “anacrônica” extrema-esquerda, talvez? Hmm. Ele diz isso aqui:

No livro, faço alusão às qualificações recíprocas dos EUA e da União Soviética e, atualmente, a Bush, contra o “eixo do mal”, ou aos extremistas islâmicos, contra o satã americano. Faço uma aproximação com a atitude da Igreja em relação à feitiçaria (a “caça às bruxas” mal pode ser considerada um fenômeno medieval e se desenvolve nos séculos 16 e 17, em plena época da assim chamada modernidade).

Pode-se dizer que os clérigos americanos “inventaram” a idéia de que uma seita de bruxos adoradores de satã ameaçava destruir a cristandade — o que, é claro, justificava a repressão e legitimava os poderes que lutavam contra esse “perigo”.

A exemplo da neutralidade da Folha, destaquei e editei algumas idéias do texto. Mas aqui vai mais um trecho, pergunta+resposta, no meio da entrevista:

Folha -  Ainda pensando em possíveis persistências “medievais” no imaginário americano, (sendo que o entrevistado havia acabado de negar a insinuação anterior da Folha de que o zapatismo possui alguma “persistência de lógica medieval”) figuras como Hugo Chávez e Lula manipulam um imaginário popular messiânico e avesso aos padrões da racionalidade laica e capitalista?

Eu teria escrúpulos em falar de realidades que conheço mal. No México também, durante a recente campanha, o termo “messiânico” foi frequentemente utilizado para designar um dos candidatos, com uma intenção claramente depreciativa.(…)

Como dizem no Orkut: peguei nojinho.

Esotérico. (gilberto gil)

Filed under: micropolítica — cyrano @ 18:18

Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu pra você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões
Todos iguais

Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível
Meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí

Não adianta nem me abandonar
Nem ficar tão apaixonada, que nada!
Que não sabe nadar
Que morre afogada por mim

8.09

Pra ser digerido lentamente.

Filed under: ativismo, denuncia — cyrano @ 1:24

Seguinte: quem me conhece sabe que ando fazendo bico faz tempo pra arrumar grana, que desemprego tá foda. Um deles é transcrever fita de pesquisador, entrevistas, depoimentos. Peguei umas dum cara, politólogo, em São Paulo. Ele tava conversando com uma pessoa que trabalha com direitos humanos, e não vou citar nem nome nem onde trabalha. E tem essa treta no blogue do Ferréz, que deu muito o que falar.

Não. Então o Estado abandona (?falou embolado). Daí também fomos às famílias. E logo naquele dia eu já havia dito, vamos avisar as famílias que fiquem cuidadas, porque vai vir chumbo grosso em cima da população. Aqui em Sapopeiba, só não foram executados jovens porque nós temos feito um trabalho intensivo. E o fato de termos também monitorado a polícia o tempo todo, porque a gente passou pela manhã, à tarde nós ligamos, no domingo também, o que faz uma situação constrangedora para cá, mas atacaram São Mateus, naqueles cinco mortos e um sobrevivente. (?falaram juntos) Então, o Estado, através dos comandantes da PM, a cada meia hora a mídia dando olha, já matamos 40 suspeitos, depois foi crescendo, crescendo, até chegar nos números que nós sabemos que jáchegam a quase 300, de suspeitos. (?) Terminou, que dia que foi da semana? Agora não sei o dia certo, nós tivemos uma operação da polícia aqui. Eles entraram com mandato judicial coletivo, que é inconstitucional, nós já tínhamos conseguido romper, o atual juiz corregedor do Dipo, que é um retrógrado, deu um mandato de apreensão coletiva, eles entraram em todos os barracos, prenderam duas pessoas, uma pessoa que tinha muita droga fez acordo na 69 e voltou para casa, que é uma senhora inclusive, e aí pegaram o barraco de uma garota, nós até fizemos a denúncia na Ouvidoria, na Assembléia e no Ministério Público. Pegaram um barraco de uma garota que é usuária de droga, ela é adolescente, nós não temos lugares para tratamento para meninas usuárias de drogas, ela está em um barraco porque a mãe não agüenta mais pagar dívida de droga, e nós uma vez conseguimos uma vez porque ela estava internada, muito mal, num hospital psiquiátrico, ela tomou injeção e depois de dois dias eles mandam embora, e nesse frio (?) atédentro do barraco para se esquentar, a operação acabou meio dia, nós descemos não era uma da tarde ainda. E a população toda, não, eles entraram na nossa casa mas não roubaram nosso dinheiro e não quebraram nada, e eu digo eles não roubaram porque é muito comum eles entrarem e roubam dinheiro do povo, principalmente em dezembro, que sai o 13º dele. E a população (?), com o pé, não bateram em ninguém aqui. Eu falei que bom, menos mal. Quando foi na (?) do barraco, os vizinhos foram lá ver, eles chegaram aqui, colocaram corrente na cama, escreveram PCC e o número do comando na parede, e filmaram esse barraco e mostraram, dois dias seguidos, dizendo que ali era cativeiro e lugar do PCC. E eu, de fato, nós colocamos (?) no carvão, ainda estava esfarelando, porque se você pega (?) é porque é um jeito. E não fazia 40 minutos que eles tinham indo embora, ainda estava molinha. Aí (?), porque essa é uma forma, como eles não encontraram grandes coisas, eles queriam álibi, e aí filmaram. Agora, (?) sério porque a população compra essa imagem veiculada, criminaliza ainda mais uma região que já é criminalizada, e é aquela história, as pessoas perdem emprego, pêra, você não mora lá? Mora, então de repente você estádispensado do seu trabalho e não sabe porquê. Essas foram as conseqüências para a periferia. Isso é muito ruim porque tira qualquer crédito da polícia, simular uma situação, criminalizar ainda mais, as pessoas que ainda estão desaparecidas, nós estamos acompanhando um familiar que ainda não encontrou o filho, e nesse dia da operação a polícia veio com ordem e a lista de todos os jovens que estavam de livramento condicional, que estavam de busca e apreensão mesmo pela Justiça, levaram até quem estava com alvará de soltura na mão, para a delegacia. É para fazer uma limpeza social.

E tanto é que o rapaz que desapareceu estáem livramento condicional. Ele deve acabar agora em junho, e ele está cumprindo certinho. Ele desapareceu na noite de terça, a família não está encontrando, as delegacias de polícia não estão registrando, até ontem não estavam registrando B.O. por desaparecimento, a família foi mas não conseguiu registrar, a lista não sai, essa família soube que uma viatura chegou com um corpo dentro de um saco, foi jogado na desova, mas como tinha jovem por perto usando droga, essas coisas, eles colocaram de novo o saco na viatura e saíram. Muito provavelmente pode ser o corpo do rapaz. Então nós não sabemos, eu acredito que esse rapaz, infelizmente, já tenha sido morto. Então é uma situação que o Estado não dá uma resposta. Ele aparece por cima da Constituição Federal, por cima de todas as convenções e tratados que o Brasil assinou contra a pena de morte, contra a tortura, como essa autoridade máxima da polícia dizendo com vanglória que assassinaram tantos. Quer dizer, é gravíssimo, nós perdemos o estado democrático de Direito. E me preocupa muito mais esse reforço de dizer mataram um inocente. Não podiam matar ninguém, porque qual é o (?), que os jovens assassinados que tinham alguma passagem, vai ficar por isso mesmo a morte desses jovens.

Eu achei muito triste, mas eu me preocupo muito, sobretudo, na periferia, porque nós temos feito vários encontros com as famílias, a gente orientou os educadores que fizessem visita, que falassem “não sai na rua”, porque todos são suspeitos. E eu penso que essa retaliação não parou, ela vai continuar, e eu temo principalmente agora que vai entrar festa junina, porque nós temos os fogos, que nessa época eles também gostam de matar, porque as pessoas confundem o barulho, (?) que nos preocupa muito.

3.09

ecoando denúncia sobre censura em minas gerais.

Filed under: ativismo, denuncia — cyrano @ 21:52

 

Vejam o video:

 

http://www.amplifique.com/video.html

O vídeo-documentário “Liberdade, essa palavra” foi feito como projeto final de curso de jornalismo, na UFMG, por Marcelo Baêta, e apresentado no dia 28 de junho de 2006. O nome do vídeo vem de um verso de Cecília Meireles: “Liberdade, essa palavra/que o sonho humano alimenta/que não há ninguém que explique/e ninguém que não entenda”.

No mês de agosto de 2003, circulava pela internet um e-mail com relatos de que o governo de Minas havia provocado o afastamento do diretor de jornalismo, Marco Nascimento, e do chefe de redação, Luiz Ávila, da Globo Minas, de um jornalista da Rádio Itatiaia, Paulo Sérgio, e do editor de esportes da TV Minas, Ulisses Magno. Em setembro de 2003, mais uma demissão foi atribuída à interferência do governo Aécio Neves e ao alinhamento dos veículos de comunicação mineiros com o Palácio da Liberdade: dessa vez, a do editor de economia do jornal Estado de Minas, Ugo Braga.
Nota que teria causado a demissão de Ugo Braga. (+)
Em uma matéria publicada no site Comunique-se, no dia 3 de julho de 2003, o presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJPMG), Aloísio Lopes, afirmou que “por parte dos servidores estaduais, a reclamação vai desde a omissão até a distorção dos fatos”.

No dia 2 de junho de 2004, Brasil e Argentina jogavam no Mineirão. O jornalista Jorge Kajuru, do portão do estádio, ao vivo, disse que o governo de Minas e a CBF distribuíram 10 mil convites para o jogo. Chamou o primeiro intervalo do “Esporte Total – 2ª edição”, mas não voltou pro ar. Foi demitido pela Band uma semana depois.

De 4 a 9 de junho de 2004, os policiais mineiros entraram em greve. Segundo o SJPMG e líderes de entidades representativas dos policiais, a cobertura da imprensa durante a greve só deu espaço para as fontes oficiais do governo estadual e do Exército; e quase nenhum espaço para os líderes do movimento grevista.

Em 23 de novembro de 2004, o governo de Minas lançou uma megacampanha publicitária para anunciar o “Déficit Zero” das contas públicas. Alguns dos principais órgãos de imprensa do país, assim como os de Minas, noticiaram com destaque o anúncio do governo mineiro. E segundo o ombudsman da Folha de São Paulo, Marcelo Beraba, em coluna (para assinantes da Folha) publicada em 5 de dezembro de 2004, “As notas e reportagens publicadas reproduzem acriticamente os dados oficiais divulgados pelo governo de Minas. Não há o contraditório, não há o questionamento, não há a dúvida (…)”.

O vídeo-documentário “Liberdade, essa palavra” foi feito com o intuito de apurar esses fatos. Para isso, foram entrevistados os principais envolvidos e foi ouvido o outro lado em todos os casos. Foi necessário ainda obter as matérias jornalísticas (e algumas propagandas), tanto de telejornais quanto de jornais e revistas, que têm ligação com os assuntos tratados.

 

O objetivo do trabalho é esclarecer uma série de relatos e situações, até então pouco apuradas, que dizem respeito a um tema fundamental para o exercício jornalístico: a liberdade de imprensa.

Notas

^ Em 23/11/04, uma matéria no Jornal Nacional noticiava que o governo de Minas havia zerado o déficit das contas públicas. Em uma propaganda, no intervalo do jornal, “repórteres” narravam como o “Déficit Zero” havia sido alcançado e seus benefícios. A matéria e a propaganda pouco diferiam.

 

^ Link para a coluna do ombudsman da Folha, Marcelo Beraba, citada acima: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/om0512200401.htm

 

^ As respostas do governo de Minas, da Central Globo de Comunicação, entre outros, a respeito das questões em que foram citados. Já em 2004, contudo, o então subsecretário de Comunicação Eduardo Guedes concedeu uma entrevista na qual negou pressão sobre a mídia. Também Andréa Neves, em reunião com dirigentes do SJPMG, se posicionou sobre o assunto.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=286IMQ013

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