…cyrano disse,

28.04

Eita, putaria.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 16:33

Ele me deu um beijo na boca (Caetano Veloso)

Ele me deu um beijo na boca e me disse:
A vida é oca como a touca de um bebê sem cabeça
E eu ri à beça
E ele: como uma toca de raposa bêbada
E eu disse: chega da sua conversa de poço sem fundo
Eu sei que o mundo
É um fluxo sem leito e é só no oco do seu peito
Que corre um rio
Mas ele concordou que a vida é boa
Embora seja apenas a coroa
A cara é o vazio
E ele riu e riu e riu e ria
E eu disse: basta de filosofia
A mim me bastava que um prefeito desse um jeito
Na cidade da Bahia
Esse feito afetaria toda a gente da Terra
E nós veríamos nascer uma paz quente
Os filhos da Guerra Fria
Seria um antiacidente
Como uma rima
Desativando a trama daquela profecia
Que o Vicente me contou
Segundo a astronomia
Que em novembro do ano que inicia
Sete astros se alinharão em Escorpião como só no dia
Da bomba de Hiroxima
E ele me olhou de cima e disse assim pra mim:
Delfim, Margareth Tatcher, Menahen Begin
Política é o fim
E a crítica que não toque na poesia
O Time Magazine quer dizer que os Rolling Stones já não cabem no mundo
Do Time Magazine
Mas eu digo (ele disse) que o que já não cabe é o Time Magazine
No mundo dos Rolling Stones forever rockin’and rollin’
Por que forjar desprezo pelos vivos
E fomentar desejos reativos?
Apaches, punks, existencialistas, hippies, beatniks de todos os tempos
Uni-vos!
E eu disse: sim, mas sim, mas não, nem isso
Apenas alguns santos, se tantos, nos seus cantos
E sozinhos
Mas ele me falou: você tá triste
Porque a tua dama te abandona e você não resiste
Quando ela surge
Ela vem e instaura o seu cosmético caótico
Você começa a olhar com um olho gótico de cristão legítimo
Mas eu sou preto, meu nego
Eu sei que isso não nega e até ativa o velho ritmo mulato
E o leão ruge
O fato é que há istmo entre meu Deus e seus deuses
Eu sou do clã do Djavan
Você é fã do Donato e não nos interessa a tripe cristã
De Dilan Zimmermman
E ele ainda diria mais
Mas a canção tem que acabar e eu respondi:
O Deus que você sente é o Deus dos santos
A superfície iridescente da bola oca
Meus deuses são cabeças de bebês sem touca
Era um momento sem medo e sem desejo
Ele me deu um beijo na boca
E eu correspondi àquele beijo.

Rádio livre no ataque!

Filed under: aliados, ativismo, radiolivre — cyrano @ 1:01

Óia que bacana. Uma pá de gente montando uma puta rede de informação… em rede:

O Fórum de Rádios é uma iniciativa de convergência tecnológica no qual se integra o trabalho de rádios comunitarias, redes e outros atores vinculados às Novas Tecnologias (TICs), formando assim um projeto de intercâmbio de produção de informação livre em formato radiofônico. O Fórum de Rádios contribui no fortalecimento dos vínculos de cooperação entre rádios de todo o mundo através do uso estratégico das novas tecnologias (TICs) e constitui em si mesmo um espaço comum de meios independentes.

– Valeu pela dica, Bica!

27.04

Tá bunito, sô.

Filed under: academialivre, aliados, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 11:33

DPáduaconterrâneo mandando ver no novo visual da página metarec. Bunito, boas explicações, cheroso. Eita. A parte do “metarec é uma idéia aberta no coração das pessoas” me deixou rupiadim ó, ó!
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25.04

Aaaaaaaaaah, agora entendi!

Filed under: academialivre, micropolítica — cyrano @ 23:06

Tinha lido um livro do Kafka que chama O Processo. Um porre. O personagem principal é um bundão que, um belo dia, acorda sendo informado por dois agentes policiais de que ele tá com um processo nas costas. Do nada. E não há acusação, ele simplesmente está sendo investigado. E será suspeito para sempre. E isso não o incomoda, o que ele se preocupa é em provar que é inocente. Sem saber do quê.

A bundamolice da personagem é irritante. Mas aí tava lendo um texto 98% incompreensível do Deleuze e do Guattari que fica falando da linguagem como palavra-de-ordem. Que há promessas e palavras de ordem quando digo “eu”, “te amo”, “vamos?”, e etc., beleza. E lá pelas tantas eles falam que há algo de veredicto jurídico em certas cenas de linguagem. Tipo, quando o juiz declara um sujeito culpado, por exemplo.

Porquê? O cara comete um crime, rola vítima(s), o processo todo, investigação e uscambau. Tudo isso tá recheado e empanado em discursos, palavras-de-ordem, aberrações se cruzando. Até o juiz com seu enormíssimo pênis dizer “culpado!”. Porque não há ação alguma envolvida, nada de externo acontece. A fala do juiz, a ordem, muda toda uma situação. Talvez o próprio acúmulo de emoção no imaginário da cena, aquele bando de gente nos filmes americanos olhando com cara de babaca pro juiz, esperando ele arrotar uma chama divina declarando o que o acusado vai ser dali em diante, um inocente ou um culpado, esse peso que fica flutuando prestes a cair na cabeça do figura ou a sair voando pelos ares feito um balão de desenho animado, deve ter algo a ver com essa viagem aí. O veredicto jurídico existe em si, determina uma realidade, muda uma vida. Transforma coisas em coisas, sem intermediários. Outros exemplos são um sequestrador transformando um avião numa prisão com reféns (existe o ato de ameaçar com revólver ou canivete ou uma sogra, mas não é a ação que transforma o avião num presídio vululante. É a linguagem, a ação-de-imprensa, o sensacionalismo do sequestro de um avião que transforma um sujeito em pé com uma arma na mão em um grande cenário de filme roliúdiano).

Então entendi. O sujeito do Kafka, que num fazia nada, pra escapar do juiz, do processo, e do que causou tudo isso (um ato invisível de uma burocracia, que de repente resolveu que esse cara é suspeito, vamos investigá-lo), pra ver o absurdo da situação só estando fora dela. Em outra linguagem, com outras palavras-de-ordem. Eu, lendo e achando um saco a pasmaceira do carinha. Apropriar-se das palavras. “A questão é quem é o senhor — apenas isso”.

Foi bom pra você? (atualizando: orgulho em ser metarecicleiro)

Filed under: academialivre, aliados, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 21:03

Uma das melhores blogadas que já vi.

A fantástica fábula dos caranguejos de Bloglopolis.

**************** atualizando:

Pois é. Depois da modinha, depois da empolgação, ainda bem que tenho o fff pra me passar um rabo-de-arraia daqueles:

E daí? Por acaso popularidade no technorati é algum indício de que um post serve pra alguma coisa ou não? Na minha opinião, isso não significa nada. Não tenho saco nem tempo pra entender todos esses sistemas que fazem o fetiche dos blogueiros de plantão. Existe uma certa pretensão aí, de acreditar nas publicações de “informática” e no discurso batido de que os blogues revolucionam a mídia, o jornalismo e agins. Pode ser verdade em alguns aspectos, mas o hype é maior do que a real. Verdade é que a imensa maioria dos blogues é pura merda, e não poderia ser diferente. O importante é a facilidade para publicar, e só. O “conteúdo” de um blogue vai ser interessante pra meia dúzia, e seria uma merda se fosse o contrário. Tem uma contaminação de gringo aí, de pensar que blog tem que ser sério, pertinente, interessante e de interesse geral. Besteira. Meu blogue é um orkut mais fácil: 50 pessoas se interessam por ele, não me interessa que mais pessoas queiram ler.

– Sente o drama, ó: câmara de eco.

É, rapaz. Celebridade é o caralho. Viva as gambiarras de correção informacional, não me segue que não sou novela, cabrón! Fomos pra Croatã… :D

24.04

Sobre cotas.

Filed under: academialivre, ativismo, denuncia — cyrano @ 21:43

Marcelo Paixão, da ong Observatório Afro-brasileiro, en entrevista que o Tupi roubou do Estadão, e que roubei do Tupi:

… é. Mas uma pessoa que nasce na favela e consegue, após 11 anos de estudos, prestar um vestibular é um herói nacional sem reconhecimento.

A íntegra tá aqui.

23.04

Soprai, vento.

Filed under: academialivre, micropolítica — cyrano @ 23:16

636.

É certo que há uma espécie bastante diversa de genialidade, a da justiça; e de modo algum posso me resolver a considerá-la inferior a uma outra genialidade, seja filosófica, política ou artística. É de sua natureza evitar, com sentida indignação, tudo aquilo que ofusca e confunde o julgamento acerca das coisas; ela é, portanto, uma adversária das convicções, pois quer dar a cada cois, viva ou morta, real ou imaginada, o que é seu — e para isso deve conhecê-la exatamente; por isso põe cada coisa na melhor das luzes e anda à sua volta com olhar cuidadoso. Enfim, dá até mesmo à sua adversária, a cega ou míope “convicção” (como é chamada pelos homens; as mulheres a chamam de “fé”), aquilo que é da convicção — em nome da verdade.

637.

É das paixões que brotam as opiniões; a inércia do espírito as faz enrijecerem na forma de convicções. Mas quem sente o seu próprio espírito livre e infatigavelmente vivo pode evitar esse enrijecimento mediante uma contínua mudança; e se no conjunto ele for mesmo uma bola de neve pensante, não terá na cabeça opiniões, mas apenas certezas e probabilidades medidas com precisão. Mas nós, que somos seres mistos, ora inflamados pelo fogo, ora resfriados pelo espírito, queremos nos ajoelhar ante a Justiça, como a única deusa que reconhecemos acima de nós. O fogo em nós nos faz habitualmente injustos, e também impuros no sentido dessa deusa; nesse estado nunca nos é permitido tomar de sua mão, e jamais pousa sobre nós o grave sorriso de sua complacência. Nós a adoramos comoa velada ísis de nossa vida, envergonhados lhe oferecemos nossa dor como penitência e sacrifício, quando o fogo nos queima e nos quer consumir. O espírito é que nos salva, de modo a não ardermos e virarmos cinzas totalmente; de vez em quando ele nos arranca do altar sacrificial da Justiça, ou nos envolve num tecido de amianto. Salvos do fogo, avançamos instigados pelo espírito, de opinião em opinião, através da mudança de partidos, como nobres traidores de todas as coisas que podem ser traídas — e no entanto sem sentimento de culpa.

638.

O andarilho. — Quem alcançou em alguma medida a liberdade da razão, não pode se sentir mais que um andarilho sobre a Terra — e não um viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe. Mas ele observará e terá olhos abertos para tudo quanto realmente sucede no mundo; por isso não pode atrelar o coração com muita firmeza a nada em particular; nele deve existir algo de errante, que tenha alegria na mudança e na passagem. Sem dúvida esse homem conhecerá noites ruins, em que estará cansado e encontrará fechado o portão da cidade que lhe deveria oferecer repouso; além disso, talvez o deserto, como no Oriente, chegue até o portão, animais de rapina uivem ao longe e também perto, um vento forte se levante, bandidos lhe roubem os animais de carga. Sentirá então cair a noite terrível, como um segundo deserto sobre o deserto, e o seu coração se cansará de andar. Quando surgir então para ele o sol matinal, ardente como uma divindade da ira, quando para ele se abrir a cidade, verá talvez, nos rostos que nela vivem, ainda mais deserto, sujeira, ilusão, insegurança do que no outro lado do portão — e o dia será quase pior do que a noite. Isso bem pode acontecer ao andarilho, mas depois virão, como recompensa, as venturosas manhãs de outras paragens e outros dias, quando já no alvorecer verá, na neblina dos montes, os bandos de musas passarem dançando o seu lado, quando mais tarde, no equilíbrio de sua alma matutina, em quieto passeio entre as árvores, das copas e das folhagens lhe cairão somente coisas boas e claras, presentes daqueles espíritos livres que estão em casa na montanha, na floresta, na solidão, e que, como ele, em sua maneira ora feliz ora meditativa, são andarilhos e filósofos. Nascidos dos mistérios da alvorada, eles ponderam como é possível que o dia, entre o décimo e o décimo segundo toque do sino, tenha um semblante assim puro, assim tão luminoso, tão sereno-transfigurado: — eles buscam a filosofia da manhã.

– Nietzsche. Humano, demasiado humano.

20.04

Sim, isso aqui também é uma agenda.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 15:27

O Grito Cia Teatral faz temporada de quinta a domingo, com promoção “2 em 1″ às quintas e sextas-feiras no Teatro Francisco Nunes.

TILL
Temporada: 27 de abril a 14 de maio (às quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.)

VINCENT
Temporada: de 27/04 a 12/05 (sextas e sábados às 19h).

Local: Teatro Francisco Nunes - Av. Afonso Pena, s/n - Parque Municipal

Ingressos: R$ 16,00 (inteira), R$8,00 (meia)

19.04

Rárárá! Ai, cê era muito bom, cara…

Filed under: academialivre, aliados, denuncia, humor — cyrano @ 16:54

Henfil. Natal, 12 de outubro de 1977 (do livro Cartas da Mãe):

Dona Conceição,

Tá difícil seguir aquele seu conselho: mais vale um biscoito de farinha para desarmar os espíritos…

Tem horas que estupora. A gente vai se irritando diante das cosias e diante de certas gentes, que esquece a receita do biscoito. Eu tenho que desabafar em cima deles, mãe. Senão fico doente.

O que pensei foi o seguinte: já que eu não posso falar o que penso, já que não posso escrever o que acho realmente de tudo e de todos, o que me resta para demonstrar minha ira?

Morder.

Tem algo menos subversivo, menos contestador e menos passível de ser relacionado com qualquer plano exótico e alienígena do que morder? Tem? Acho morder a coisa mais Brasil, mais nacionalista que tem. É um ato individual, sem ligações com grupos e que jamais poderá ser acusado de revanchismo, saudosismo. Melhor ainda: não está previsto no 477 nem no AI-5.

Morder. O único caminho legal que nos resta.

O que fazer com o governador biônico do Espírito Santo que quer expulsar o professor Ruschi de sua reserva ecológica onde estuda plantas e beija-flores, para no lugar plantar palmito? Morder!

Aquele que estiver mais próximo do governador, tenha a bondade: dá-lhe uma mordida! E, que nem as tartarugas quando mordem: só soltem quando relampear!

E o Marcos Tamoyo? Aquele prefeito eleito diretamente pelas incorporadoras para facilitar o maior boom imobiliário do Rio? Que vai morar num apartamento de 20 bi, onde o condomínio é de 20 milhões mensais e onde mora o seu vizinho (e sócio) Sérgio Dourado?

MORDAM ELE! Você, funcionário da prefeitura, faxineiro, copeiro, fiscal, um de vocês aí: mordam o prefeito Tamoyo! Onde pegar! Onde pegar!

Quando alguém vier perguntar a você, que não pode votar, qual o seu candidato a presidente: MORDA O DEBOCHADO!

E atenção: prestem atenção no dom Sherer, que vive oferecendo seus colegas bispos e padres em holocausto. Quando ele levantar o dedo: mordam! MORDAM O DEDO DELE!

Ai que desespero, meu Deus!

A bênção de seu filho,
Henfil.

P.S.: Mino! Se você não publicar, eu te mordo!

18.04

Esse é bom negociante. Putz.

Filed under: aliados, ativismo, humor — cyrano @ 14:33

Homem usa a Web para trocar clipe de papel por casa:

Kyle MacDonald tinha um clipe de papel vermelho e um sonho: utilizar o poder da comunidade de escambo da Internet para trocar seu clipe por algo melhor, seguindo as trocas até conseguir uma casa. MacDonald ainda não está lá, mas já tem aluguel de graça por um ano.

16.04

Alógica.

Filed under: academialivre, ativismo, denuncia, micropolítica — cyrano @ 11:08

Cabei de receber uma notícia pela rede de economia solidária. O líder sindical de um movimento que rolava na Baixada Fluminense foi morto com vários tiros há alguns dias atrás. Dizem que nos últimos quatro anos o Sindicato dele cresceu, ganhou território (!), ocupou espaço de um outro sindicato e envolveu muitos trabalhadores de fábricas da Nestlé.

O que? Não, não, claro que não vou dizer mais nada a respeito desse assassinato. A lógica, graças a deus (?), me impede.

15.04

Traduzir é sempre importante…

Filed under: aliados, metareciclagem — cyrano @ 23:09

Rá! Já falei por aqui do Creative Commons, uma licença pensada para favorecer a cultura livre. Pois organizaram o 1º Festival “Criei, tive como!” de Cultura Livre:

O Creative Commons Brasil, junto com o Tangolomango, Overmundo e o FISL tem a honra de anunciar o primeiro Festival “Criei, Tive Como!” de Cultura Livre. O evento acontecerá durante o Fórum Internacional do Software Livre em Porto Alegre, entre os dias 19 e 22 de abril de 2006.

O Festival será totalmente multimídia e abrangeráos seguintes campos temáticos: Cinema, Vídeo, Artes Digitais e Música.

ah, agora sim!

Filed under: academialivre, aliados, metareciclagem, radiolivre — cyrano @ 20:19

A Elly Guevara trouxe uma curiosidade bem interessante sobre a páscoa…:

Esta é a deusa acádia Ishtar, assumida pelos nórdicos com o nome “Easter”. Alguns dos rituais prestados à ela tinham caráter sexual e de entregas corporais. Mas, um deles, o de decorar ovos no equinócio foi adaptado pela indústria igreja católica fundindo com a festa da páscoa.

14.04

Metaimaginando.

Filed under: aliados, metareciclagem, micropolítica — cyrano @ 13:07


metareciclagem passo-a-passo. feito pelo dpádua (blogue dele saiu do ar…).

Algumas pérolas.

Filed under: academialivre, aliados, metareciclagem — cyrano @ 13:00

Do Conversê:

Um:
Oi pessoal,

Algumas pessoas não sabem mas eu era oficineiro durante as oficinas do Cultura Digital, Eu oferecia as oficinas de xilogravura…mas o meu interesse era mesmo a conversa que esta técnica tão antiga pode gerar…

Uma delas é a percepção de que cada cópia de xilogravura, apesar de pertencer a mesma matriz é um original…cada cópia é um original..isso mesmo…levando em conta isto podemos pensar que a idéia de “pirataria” talvez não seja tão verdadeira assim…

Se fazer xilo não é piratear, mas sim multiplicar a informação ( seja ela uma imagem ou texto) com o princípio da distribuição e do acesso, qual é o verdadeiro sentido da palavra “pirataria”? Seria pirataria uma invenção para conter a “cópia”?

Espero comentá-las aqui, com todos que se interessarem…e claro trocar dicas sobre xilogravura…uma das minhas paixões…

Existem algumas comunidades no Orkut sobre Xilogravura
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=68831
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=139049
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6443495

quem tiver alguma sugestão de link ou comunidade..bora aqui!!!

abraços

Dois:
Oi!!

Como eu estou empolgado com a produção dos pontos! E quando digo produção não estou restringindo a somente o artesanato, mas a tudo que ainda não sabemos muito bem em como “subir” na internet.

Bom mas antes gostaria de conversar sobre esta “gíria” engraçada…subir na internet.

Muitos de vocês devem se perguntar que história é essa de subir na internet, alguns usam uma outra palavrinha até mais engraçada : upload.

Entender o upload ( vulgo subir na internet) é para mim a mais interessante forma de utilizar esta nova tecnologia que se apresenta.

Quando percebemos que além de “baixar” isto é, fazer o “download”…que seria o processo simples de armazenar as informações (fotos, músicas, videos, etc…) no nosso computador… podemos trocar, barganhar como se diz lá em Minas ( ai que saudade!)

Podemos interagir! conversar diretamente…

Fui feliz nas minhas conversas ‘olho no olho’ durante a Teia, digo assim por que todos com quem conversei estavam dispostos a essa troca…trocar receitas de biscoito como disse a Dona Leide lá de Canoas-RS…ou o Zé Santos do Museu da Pessoa aqui de São Paulo…

Todos estavam dispostos a trocar os seus macetes, técnicas, histórias…confio nas lembranças que tenho para construir aqui laços de troca. Por isso pensei em convidar cada um que conversei a construir uma comunidade.

Me esforçarei para juntar pessoas com o mesmo interesse…Se alguém quiser trocar receitas com a Dona Leide, podemos criar uma comunidade de “receitas para Biscoito”, a Dona Leide pesquisou no seu grupo Idéia-cultivando o amanhã, receitas simples, com ingredientes de fácil acesso e que podem ser armazenados por um período mais longo…e é uma delícia….tem de chocolate, de gergelim….A Dona Leide é um exemplo de muitos…que começarei a citar aqui…

Para isso, por favor, fiquem atentos as comunidades que surgiram, agora podemos colocar fotos para representar a comunidade, já já teremos uma galeria…para mostrar os nossos trabalhos, demosntrar técnicas..além de conhecer a produção dos outros pontos…

Bom..até a próxima pessoal…

AH! já ia esquecendo….aqui está o endereço do site do ponto de cultura Museu da Pessoa…quem quiser pode conhecer este trabalho fascinante…

http://www.museudapessoa.net/

E também do FF, raiozinhos amarelos em ação:

(20:33:48) Ricardo Ruiz: primeiro: cara, acho que tah todo mundo conectado, de uma certa forma, e eu imagino visualmente isso.
(20:34:27) Ricardo Ruiz: imagino que o planeta esta coberto por uma fina malha de luzes laseres verdes, que formam uma {pleura} sobre o planeta
(20:35:05) Ricardo Ruiz: entre essa pleura e o planeta se dao a criacao de universos: ai tem espaco para a igreja criar seus pastorados, para a escola criar seus ensinados, a televisao seus adestrados
(20:35:58) Ricardo Ruiz: esse malha tem um objetivo: manter as pessoas nesses universos criadas para que elas possam continuar consumindo (((MUITO(((((SE CONSOME MUITO!!!!!))))))))), e manterem as mesmas forcas que criam a malha verde funcionando e aprisionando mais gente em universos criados
(20:36:56) Ricardo Ruiz: e, pequenas redes/grupos individuos, imagino como pontos numa cama-elastica-de-einstein que conseguem saltar para fora dessa malha verde, e olhando por cima, averiguam o buraco que fizeram e conseguem visualizar o tamanho da malha
(20:37:04) Ricardo Ruiz: e caem de novo pra dentro do verde
(20:37:13) Ricardo Ruiz: mas a cama elastica as joga pra cima de novo
(20:38:07) Ricardo Ruiz: e lah em cima, lha pela terceira vez, voce ve alguem saltando lah do outro lado, e voce junta raios que saem de suas maos com raios nnas maos dessa pessoa, e por um tempo pequeno criou-se uma pequena e tenue malha (agora de raios amarelos) que neutralizou os verdes por um tempo
(20:38:23) Ricardo Ruiz: e essas pessoas vao tomando consciencia disso
(20:38:25) Ricardo Palmieri: arac!
(20:38:29) Ricardo Palmieri: caraca!
(20:38:53) Ricardo Ruiz: e quando varias se verem e varias se conectarem eu acredito que cores e raios lasers e universos criados podem se transformar.

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