…cyrano disse,

31.05

Ducarái.

Filed under: academialivre, metacafe, metareciclagem — cyrano @ 14:35

www.dominiopublico.gov.br

Os caras do governo tão publicando tudo que é domínio público (inclusive sob licenças colaborativas como a Creative Commons) nesse site! Som, imagem, texto… Vai lá e grava o endereço!

Sobre a arte de governar…

Filed under: academialivre, micropolítica — cyrano @ 8:49

Quem tem nojo é governado por quem não tem.

– Frei Betto

30.05

:: Eu sou melhor que você. (maurício pacheco)

Filed under: micropolítica — cyrano @ 13:08

Todo mundo acha que pode, acha que é pop, acha que é poeta
Todo mundo sempre tem razão, vence sempre e na hora certa
Todo mundo prova sempre pra si mesmo que não é derrotado
Todo homem tem voz grossa e tem pau grande e é maior do que o meu, do que o seu, do que o de todos nós
Todo mundo é referência e se compara só pra ver que é melhor
Todo mundo é mais bonito do que eu mas eu sou mais que todos
Todo mundo tem suingue, é feliz, é forte e sabe sambar
Todos querem mas não podem admitir a coexistência do orgulho e do amor porque
Eu sou melhor que você
Eu sou melhor que você mas por favor fique comigo que eu não tenho mais ninguém
Todo mundo diz que sabe e quando diz que não sabe é porque
é charmoso não saber algo que as pessoas já sabem como é
Todo mundo é original, é especial, é o que todos queriam ser
Não basta ser inteligente, tem que ser mais do que o outro pra ele te reconhecer
Todo mundo ganha grana pra dizer que ela não vale nada
Todo mundo diz que é contra a violência e sempre dá porrada
Todos querem se apaixonar sem se arriscar, nem se expor e nem sofrer
Todas querem vida fácil sem ser puta e com reputação
se reprimem e começam a dizer
Eu sou melhor que você
Mas por favor fique comigo que eu não tenho mais ninguém.

18.05

Filed under: micropolítica, radiolivre — cyrano @ 15:39

Poderia começar isso com a invenção do Rádio. Ou do Brasil. Ou do ser humano. Ou de quando, numa época de eleição de uma instituição social que se diz a principal entre os estudantes do ensino superior de uma universidade mantida pelo Estado, alguns entusiastas se prometeram, e fizeram outros prometerem junto — criar uma rádio livre.

Mas não vou fazer nada disso. A nossa origem não existe, está sempre nascendo. Não há datas, nem é preciso tê-las. Não há história — mas é preciso inventá-la!

Então eis aí uma, que não é oficial. Afinal de contas não quero que, no futuro, um bando de crianças tenham suas infâncias parcialmente desperdiçadas ouvindo-a repetida por adultos que aprendem um monte de coisas, mas por algum motivo estúpido não chegam a aprender justamente para que serve uma simples história!

Enfim. Nós fomos feitos por uns deuses aí; não me lembro quais, então qualquer um serve. A gente fez um monte de coisas, não necessariamente juntos e, na verdade, por um longo tempo bastante separados. Por acaso, e por interferência de algumas pessoas nesse acaso, e pela interferência do acaso em uma porrada de pessoas, começamos pouco a pouco a nos encontrar, um a um, devagarzim. Precisávamos, obviamente, de um lugar para isso. Esse lugar se materializa enquanto o sol se põe, uma vez por semana. E como o sol se põe no mundo inteiro, e em qualquer dia da semana, tanto faz onde e quando isso acontece. Mas é certo: se materializa, tanto quanto o sol, ciclicamente.

Por algum motivo, os deuses que nos fizeram não gostaram de alguma coisa nisso tudo. Nunca disseram porquê, e ninguém se deu muito ao trabalho de perguntar. Mesmo porque isso é um problema deles, não nosso. Mas de vez em quando eles vêm comer nossos fígados, que invariavelmente se regeneram a tempo de voltarem, os fígados e nós, na semana seguinte: pra mais um pôr-do-sol.

Temos feito isso desde que nascemos. Mas como cada um nasceu numa hora só sua, não dá pra dizer que isso, um dia, nasceu. De repente brotou, surgiu do chão feito uma erupção vulcânica. Ou feito uma flor. Ou um sol. Ele brota até nem-sei-quando, dá pra variar bastante até lá né? Às vezes isso re-acontece, também.

Tem gente que gosta de samambaia: eu sou um exemplo. Gosto delas porque elas soltam esporos, são cheias de bolinhas e não conseguimos (ao menos os impacientes) contá-las. A gente olha, parece uma planta besta: mas fica aí, soltando um monte de esporos que só vemos quando olhamos mais de perto. Mais devagar. Porque eles não ficam se soltando feito pipoca também não. E elas tem um segredo muito sério, que precisamos ouvir rindo até as orelhas: elas possuem frutos-temporão.

É alguma coisa assim, mas não expliquei direito. Ah, melhor mesmo é ir lá ver; que escrever é muito perigoso…

Basicamente, é isso a história da Radiola.

Rumo à fama.

Filed under: academialivre, metacafe, micropolítica — cyrano @ 14:58

Saiu um apanhado sobre economia solidária, consumo consciente, rede de trocas e tals no portal de informações Setor3. Sim, ele é sobre terceiro setor. A pesquisa foi toda feita pela internet, pelo visto, e o Orkut forneceu entrevistados em potencial. Eu fui um deles e, sim, estou colocando o link aqui porquê meu nome aparece lá (êêêêê!). Mas nem vem, que não foi só por isso não! :P

Aqui vai direto pra matéria.

9.05

Está basicamente certo.

Filed under: academialivre, ativismo, denuncia, metacafe, micropolítica — cyrano @ 16:56

do Marshall Sahllins (Cultura e Razão Prática):

A singularidade da sociedade burguesa não reside no fato de o sistema econômico fugir à determinação simbólica, mas sim de que o simbolismo econômico é estruturalmente determinante.

8.05

Filed under: aforismos, micropolítica — cyrano @ 23:26

Cuidado! — Eis a lição: espalhe um pouco de bobeira e em pouco tempo já não teremos onde pisar, a não ser por cima delas.

2.05

Tudo bem que o cara é um porre, mas puta que pariu!

Filed under: academialivre, micropolítica — cyrano @ 13:06

Livros (Caetano Veloso)

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo

Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura

Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou – o que é muito pior – por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras

Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas

1.05

E a venezuela?

Filed under: academialivre, aliados, ativismo, denuncia — cyrano @ 16:32

tá, é romântico.
mas justamente por isso é bonito.
Alguns comentários sobre as mídias de comunicação na Venezuela.

Metantropologia.

Filed under: academialivre, metacafe, metareciclagem — cyrano @ 14:20

O pensamento humano é rematadamente social: social em sua origem, em suas funções, social em suas formas, social em suas aplicações. Fundamentalmente, é uma atividade pública — seu habitat natural é o pátio da casa, o local do mercado e a praça da cidade. As implicações desse fato para a análise antropológica da cultura — minha preocupação fundamental aqui — são enormes, sutis e insuficientemente apreciadas.

– Clifford Geertz, A interpretação das Culturas.

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