…cyrano disse,

15.03

hmm…

Filed under: academialivre, aliados, metacafe, metareciclagem — cyrano @ 8:05

marcbraz perguntou:

deixe -me ser pragmático, como só um economista sabe ser e fazer alguns raciocínios estatísticos: como solicitar a instalação de um acessa são paulo em uma comunidade carente? quanto tempo demora para sair do papel e virar realidade?

tipuri respondeu:

antes de mais nada, os infocentros são implantados em associações comunitárias já existentes e com histórico de ação local. com isso, não existe esse tal “papel” que citas, nem essa tal “realidade” que imaginas. assim como não existe essa tal de “comunidade carente” que comentas. pra mim, carente é burguês com trauma de infância.

tirando as piadinhas (porque não resisto, sabe?), a coisa é assim: associações solicitam um infocentro. equipe técnica vai lá ver se cabe, que reforma precisa fazer (tem que ter no mínimo uma sala pra isso, pode ser ao lado da capoeira, ao lado da cantina, não importa, desde que se crie uma sala específica pro infocentro). a galera do infocentro, visitado o local e percebido que aquilo dá samba, chama os carinhas pra fazer a reforma, e outros carinhas colocam os computadores. enquanto isso monitores da propria comunidade são treinados pela USP, Escola do Futuro. aí abrem a bagaça e tcham. tá pronto. 2 a 3 meses. Hoje são uns 160 infocentros. Incluidos os do interior, onde o processo é outro: a prefeitura cede o local e os monitores, o acessa dá os compiuti e os cursos pros monitores.

acho que essa foi a diferença mais significativa em relação aos telecentros da prefeitura… eles fizeram muitos telecentros em locais da prefeitura, com funcionários, da prefeitura, com recursos da prefeitura… enfim, grandes riscos de virar elefante branco, e o que é pior: de roubarem tudo, como aconteceu várias vezes. mas não sei dizer muito sobre a prefeitura não. o que sei é que acessa teve nesses quase 4 anos dois assaltos nos 160 infocentros. e num deles a comunidade conseguiu os compiuti de volta. porque a comunidade sacou que aquilo é deles, tá na associação deles, se apropriaram.

ou seja, sendo pragmático como me pedes, querido: não. isso não é pra ti. essa bagaça é pras comunidades. elas pedem, elas arranjam, elas conseguem. respondi?

(em tempo: isto aqui está perigosamente silencioso… agitarei no próximo email)


há braços,
tipuri - Marcelo Estraviz

– projeto Metá:fora.

Leave a Reply

Powered by WordPress

FireStats icon Produzido pelo FireStats