Hein?
Não pretendia. Fiz, pensei e desejei. Mas não pretendia. Nem tanto, nem menos, sem pretender mesmo que não desejando outra coisa. Não pretendia nada, a moça. Uma menina, praticamente. Mas desejou assim mesmo. E se viu saboreando água, leite, manga e tudo o mais que até então lhe era velado pelos maiores olhos. Talvez porque os seus eram suficientemente grandes, agora. Mas pretender não pretendia que tenho certeza! Apenas desejou — assim mesmo. Onde já se viu?, olhar não pretende. Olha. Não se pretende mirar as vistas a algo, apenas olha-se e desejasse e olha-se mais, e desejasse mais. Talvez seja ver possuir, desejar dominar, tudo vontades de poder que tomam conta primeiramente dos olhos, vira-os tragicamente para. Qualquer coisa. E o organismo todo rebaixa-se a tal tirania. É pra isso que tenho olhos, eu acho. Onde é que eu estava mesmo?