Ode.
Sobrevoa - de alto a baixo - as coisas, ventila as janelas da alma, abre de fora a fora essa tela branca às intempéries da poesia; tu, que conheces todos os nomes, desmodela e trepida sobre o nada suas matutações; louva teus inimigos, redime-se na humildade de quem se sabe armado até os dentes. Empunha tuas armas, convoqua teus pombos, meu caro, que hoje meus pensamentos de briga lançarão as garras sobre este mundo!