…cyrano disse,

26.11

bacana …

Filed under: micropolítica — cyrano @ 23:12

Não digas: “o mundo é belo”.
Quando foi que viste o mundo?
Não digas: “o amor é triste”.
Que é que tu conheces do amor?
Não digas: “a vida é rápida”.
Como foi que mediste a vida?
Não digas: “eu sofro”.
Que é que dentro de ti és tu?
Que foi que te ensinaram
Que era sofrer?

é da Cecília Meireles, dizem.

25.11

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Filed under: micropolítica — cyrano @ 11:23

rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina sono rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina raiva! rotina rotina rotina rotina rotina rotina beijos rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina teamo rotina rotina rotina rotina rotina rotina vazio rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina escapada da minha rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina amor rotina rotina rotina rotina saudade rotina apertada rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina vazio! rotina rotina merda rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina. loucura. ufa!

24.11

Estímulo.

Filed under: aliados, ativismo — cyrano @ 11:53

Transgressão e Vazio

Está fácil, pra qualquer um, hoje em dia, transgredir e/ou subverter qualquer ordem instituída. A poesia já não é mais acessível a qualquer um — tornou-se regra ser o mais hermético possível — ; o comportamento social, idem — não interessa de que tribo se faça parte, o importante é ter atitude, o que, numa inversão semântica, significa nada.

– Paulo Bicarato

A íntegra está aqui.

E tem mais, sempre vale a pena linkar. Uma entrevista com o Saramago.

23.11

Filed under: micropolítica — cyrano @ 11:07

Desprendendo meus olhos e nem pretendo mais nada. Dessa vez, só dessa, vou ficar aqui esperando que aconteça. Lutar resolve, mexer pauzinhos e remexer linkanias resolve. Mas sim, você também me resolve, me basta minha mediocridade que uma infinitude de possibilidades. Melhor dizendo: me basta a infinitude da minha mediocridade.

22.11

olha que jóia.

Filed under: aliados, metacafe — cyrano @ 22:57

http://www.maketradefair.com

Parem o que estão fazendo e visitem, por favor.

10.11

Por não estarem distraídos. (clarice lispector)

Filed under: academialivre, micropolítica — cyrano @ 11:27

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.

Eu bloguei isso há anos (exatos? 4) atrás. Eu gostava. Hoje acho que essa mulher era, decididamente, doente. Como muitos outros escritores (na prática ou em espírito…). Vamos, reparem bem: não percebem o quanto esse escrito parece com Adão e Eva?

Hoje, o máximo que digo é que essa gente mal-comida me dá vontade de sair fora — talvez, dar uma boa trepada. Ou comer uma boa comida que eu mesmo faça. Enfim, nem sei porque não apaguei esse post… Talvez pela possibilidade de servir de aviso — ou ainda mais, conselho? — para vocês, que lêem demais

5.11

Torquato Neto.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 19:08

eu pensava: eu te amo. Eu não podia dizer nada disso, só que eu não podia nem posso explicar minha vida, o meu amor, senão através de sua própria minha própria prática, como se diz, caminho, como se diz, traço, destino, como se diz, como se diz: tese, filme, estilo, caráter, ideal de relacionamento, antítese, tese, amizade, ódio, ternura – ‘como se diz’ – posso dizer e explicar isso tudo mas não explico nada com isso, o mistério sou eu muito simples e ainda por cima tentando explicar e pedindo, finalmente, desculpa.

Ode.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 18:56

Sobrevoa - de alto a baixo - as coisas, ventila as janelas da alma, abre de fora a fora essa tela branca às intempéries da poesia; tu, que conheces todos os nomes, desmodela e trepida sobre o nada suas matutações; louva teus inimigos, redime-se na humildade de quem se sabe armado até os dentes. Empunha tuas armas, convoqua teus pombos, meu caro, que hoje meus pensamentos de briga lançarão as garras sobre este mundo!

Filed under: micropolítica — cyrano @ 18:50

…e no momento vejo outras cores, e ainda espero ver o suficiente para não conseguir mais dar nome ao que vejo. Sim, podemos andar de mãos dadas, se quiser. Mas — seja gentil — não me masse. Não me pergunte para onde estou indo.

3.11

Pieguices.

Filed under: micropolítica — cyrano @ 0:13

Acordo fácil pela manhã. Levanto com cuidado pra não levitar os pés do chão, a gravidade mal me segura, as sensações são tão bobas que sinto poder tropeçar e sair voando a qualquer momento. A calma é minha, sim, mas a facilidade é sua. E não me venha dizer que estou muito romântico.

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