482.
Dizendo mais um vez. — Opiniões públicas - indolências privadas.
Humano, Demasiado Humano.
Fiquei com vontade de dizer pois é. De falar e ouvir você; ocupar meu olhar com luas grandes e verdes e brilhudas. Assim, bem grandão mesmo de não conseguir focar a ponta do nariz. De orelha a orelha. E no meio um beijo, pra então pensar: pois é. Estou carente de deduções, de ditos inscrustados em desperdÃcios noite afora. E estou menininho, com saudades de você. Pois é.
271.
A arte de raciocinar. — O maior progresso feito pelo homem foi aprender a raciocinar corretamente. Isso não é coisa tão natural como supõe Schopenhauer, ao dizer que “capazes de raciocinar são todos, de julgar, poucos”; mas foi algo aprendido tardiamente, e que até hoje não predomina. Nos tempos antigos a regra era o falso raciocÃnio: e as mitologias de todos os povos, sua magia e superstição, seus cultos religiosos, seu direito, são as inesgotáveis jazidas de tal afirmação.
Humano, demasiado humano. Nietzsche
…E, aqui na rede, um mais um será sempre muito mais do que dois.
(fragmento do artigo “Palavras Livres“, publicado originalmente na Nova-e)
Acabaram de me cobrar os créditos pela foto que usei na primeira versão do blogue. taà o link, a fotógrafa chama Rachel Rique e não sei nada a respeito dela.
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carÃcias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
Ternura, de VinÃcius de Moraes.
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